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Centrais Sindicais realizam grande ato contra Reforma da Previdência nesta quarta



Data: 19/02/2019

A organização da Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, que ocorre nesta quarta-feira (20), a partir das 10h, na Praça da Sé, em São Paulo (SP), será um grande ato contra a Reforma da Previdência. Sindicatos e movimentos promoveram plenárias nos Estados para a mobilização que será a primeira realizada, em unidade, pelas Centrais em defesa das aposentadorias.

Nos Estados, sindicatos e movimentos já definiram em plenárias a organização da Assembleia. Nas regiões, também estão sendo organizadas caravanas de ônibus do movimento operário e popular  nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para participação na mobilização.

Atos nos Estados

Em Belém (PA), haverá uma Assembleia, às 16h, no Sindicato dos Bancários do Pará. Em Recife (PE), haverá uma aula aberta na Praça do Diário, às 16h. Em São Luís (MA), haverá um ato Sindicato e Popular,  às 16h na Praça Teodoro. Em Fortaleza (CE), o ato será às 15h na Praça do Ferreira.

Em Aracaju (SE), a Assembleia Estadual da Classe Trabalhadora ocorrerá no dia 20 de Fevereiro, às 15h, na Praça General Valadão. Nos próximos dias, cada movimento e sindicato distribuirá os panfletos em suas categorias.  Nesta segunda (18), ocorrem panfletagens unificadas no Centro Comercial de Aracaju, com concentração na Caixa Econômica.  Na terça (19), a partir do meio-dia, a panfletagem será no bairro Industrial, em diálogo com os trabalhadores da Empresa Alma Viva. Terça pela tarde, a panfletagem continua no município de Nossa Senhora do Socorro a partir das 15h, na porta da Fabrica Yazaki. As centrais, os sindicatos, partidos e frentes de luta vão pedir audiência pública com o governador e a bancada federal de Sergipe (deputados e senadores).

No Amapá (AP), no dia 20 de fevereiro será realizada, a partir das 5h, uma panfletagem conjunta do movimento sindical nas garagens de ônibus da capital. Em seguida, às 10h, ocorrerá um ato público em defesa da previdência social em frente ao prédio do INSS no centro da cidade. Para encerrar o dia de mobilização, às 17h, ocorrerá um debate chamado pelos sindicatos da base estadual para discutir a situação da previdência estadual (Amprev). O objetivo dessa iniciativa é unificar as lutas do Estado em defesa da previdência com a mobilização nacional contra as reformas de Bolsonaro. Todos os sindicatos ficaram de mobilizar suas bases para construir o dia unificado de lutas e em seguida aprovar um plano de lutas.

O Fórum de Lutas no Rio de Janeiro (RJ) se reuniu no último dia 12 de fevereiro para também organizar a participação no ato. Haverá uma concentração em frente ao INSS, na Rua Areolino de Abreu, às 8h. Participarão movimentos sindicais e de luta do campo. Como uma das iniciativas aprovadas na reunião, há um indicativo de criação de uma Frente contra a Reforma da Previdência e a favor dos direitos democráticos.

Em Teresina (PI), foi definido ato unificado em frente ao prédio do INSS (Instituo Nacional de Seguridade Social), às 8h, com organização de todas as centrais sindicais e mobilização de todos os sindicatos e movimentos sociais.

Em Natal (RN), nesta terça, ficou definido que haverá  debate sobre Reforma da Previdência, às 9h. Também contará com uma plenária deliberativa contra a Reforma da Previdência, que acontecerá no dia 20 na sede da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Norte (FETARN), às 14h. Haverá também um ato de rua, caminhada contra a reforma da previdência, às 16h, com encerramento em frente à sede do INSS.

Contra a Reforma da Previdência

A Reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro (PSL) pretende acabar com a aposentadoria e direitos previdenciários. O projeto do governo federal divulgado até agora é um ataque aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros. O tempo mínimo de contribuição sobe para 40 anos; homens e mulheres precisarão da idade mínima de 65 anos para entrar com pedido de aposentadoria; direitos previdenciários como auxílios doença, acidente de trabalho e licença-maternidade vão ser restritos, e ainda há o objetivo de privatizar a Previdência por meio do chamado "sistema de capitalização".

O ato deste dia 20 é um momento de luta unitária da classe trabalhadora contra a Reforma da Previdência. “Nosso objetivo é realizar nesse dia 20 uma grande assembleia de luta, em repúdio à proposta de Reforma da Previdência de Bolsonaro, e votar um plano de lutas, com assembleias, atos, manifestações e a preparação da tão necessária greve geral”, salientou a integrante da Secretaria Executiva Nacional (SEN) da Central Sindical de Popular (CSP-Conlutas), Renata França.

Fonte: CSP-Conlutas


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