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  10/02/2020



Declaração de que servidor é “parasita” é mais um ataque do governo contra a categoria



O ministro da Economia, Paulo Guedes, chamou os funcionários públicos de "parasitas" do orçamento nacional, na sexta-feira (7), durante um seminário sobre a Medida Provisória (MP) 881, chamada pelo governo de “Liberdade Econômica”, no Rio de Janeiro. Essa foi mais uma entre tantas manifestações negativas do governo Bolsonaro contra os servidores públicos federais, que também já foram classificados de “zebras gordas” e ameaçados de irem parar na “Ponta da Praia”, área usada para tortura durante a Ditadura Militar.

 

"O hospedeiro [governo] está morrendo, o cara virou um parasita", afirmou Guedes, criticando a política de aumentos salariais de servidores.  Diante da repercussão negativa, Guedes disse que sua fala foi descontextualizada e que reconhece a qualidade do serviço desses trabalhadores.

 

“Zebras gordas”

 

Mas a declaração está totalmente dentro do contexto de como o governo Jair Bolsonaro trata os funcionários públicos. Em setembro do ano passado, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, chamou professores de universidades federais de "zebras gordas", acusando-os de ganhar altos salários e não trabalhar, o que também provocou reações indignadas de docentes em todo o país.

 

Ponta da Praia

 

Outro exemplo foi a declaração do próprio presidente durante uma live, no dia 31 de outubro, de que "quem quer atrapalhar o progresso, vai atrapalhar na Ponta da Praia" (base da Marinha na Restinga de Marambaia, no Rio de Janeiro, que funcionou como centro de interrogatório, tortura e execução durante a Ditadura). Jair Bolsonaro, que se referia a servidores que estariam demorando a conceder licenças a um empreendimento, afirmou, ainda, que não mandava neles, mas, se pudesse, "cortaria a cabeça".

 

Incitação à violência

 

Desde antes de assumir a presidência, Bolsonaro ataca fiscais ambientais, dizendo que atrapalham o progresso e multam por capricho pessoal. Técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) reclamam que essa declaração colocou em risco a vida deles e também fomentou ataques contra auditores fiscais do trabalho.

 

Em agosto, Bolsonaro endossou vídeo com reclamações de um fazendeiro do Ceará que foi multado devido a irregularidades flagradas. Logo depois, comentários com incitação à violência contra os auditores foram postados por seguidores na própria conta do presidente.

 

"Será que só eu morro de vontade de enterrar um fiscal no meio desse sertão?", afirmou um comentário. "Vontade é de metralhar tudo. São tudo esquerdista essas pragas", disse outro. Isso gerou manifestação de repúdio por parte do sindicato desses trabalhadores, que lembrou que quatro deles foram vítimas de chacina organizada por fazendeiros insatisfeitos durante uma operação de fiscalização no passado.

 

O governo Bolsonaro tenta aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) Emergencial, apresentada em novembro do ano passado, que cria a possibilidade de acionar gatilhos em crises fiscais, reduzindo jornada e remuneração de funcionários públicos e proíbe reajustes e concursos por dois anos.

 

Fonte: Coluna de Leonardo Sakamoto no UOL com edição da ADUA-SSind.



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