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Docentes da Ufam decidem manter vestibular



Os professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em greve por tempo indeterminado, decidiram manter o Processo Seletivo Macro de Verão (PSMV) no interior do Estado mediante algumas ressalvas. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (3) em coletiva de imprensa na sede Associação dos Docentes da Ufam (Adua). Já os técnicos administrativos realizarão Assembleia Geral também na manhã desta terça-feira para análise da categoria. Durante a coletiva, os docentes anunciaram ainda que realizarão ações unificadas com os demais servidores federais em greve. A primeira atividade conjunta está prevista para a próxima sexta-feira (6).

No dia 28 de junho, os técnicos da Ufam decidiram, em assembleia, pedir a suspensão do PSMV, previsto para os dias 8 e 9 de julho, nos cinco campi do interior: Itacoatiara, Parintins, Humaitá, Benjamin Constant e Coari. Na última sexta-feira (29), a Comissão Permanente de Concursos (Convest) solicitou a Comissão de Ética e Essencialidades do Comando Local Unificado da Greve (CLUG) a permissão para que se mantenha o vestibular. O pedido da Convest foi analisado na tarde desta segunda-feira (2) pelo CLUG, que é formado por professores, técnicos e estudantes da Ufam. O vestibular no interior possui 4.643 inscritos para preenchimento de 767 vagas.

A Comissão de Ética e Essencialidade do CLUG aprovou a manutenção do vestibular com as seguintes condições: que os candidatos, ao ingressar nas salas de realização das provas, recebam impresso uma carta de esclarecimento sobre os reais motivos da nossa greve; que o fiscal de sala faça a leitura pública da mesma (antes do início das provas); que os candidatos sejam convidados a assinar um abaixo assinado, requerendo agilidade do governo federal na negociação com os trabalhadores federais em greve (que estará disponível na saída do local de prova, com um membro do Comitê Local de Greve) e que não seja homologado e divulgado o resultado final do processo seletivo antes do término da greve.

Sobre a aliança dos servidores federais em greve, o presidente da Adua e integrante do CLUG, Antônio Neto ressaltou que o objetivo é realizar atividades em conjunto durante o período de paralisação. “Vamos nos unir em algumas ações para dar mais peso ao movimento paredista, como por exemplo, no ato público que está programado para a próxima sexta-feira no Centro, culminando com uma atividade nas praças”, disse Antônio Neto. A atividade terá concentração às 8h na Praça 5 de Setembro (Praça da Saudade) e caminhada até à Praça Heliodoro Balbi (Praça da Polícia). Entre as entidades associadas estão o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Superior do Amazonas (Sintesam); Sindicato da Justiça eleitoral do Amazonas (Sinjeam), Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Trabalho (Sintraam), Sindicato dos Correios e Telégrafos do Amazonas (Sintec).

A greve nacional dos professores das universidades públicas brasileiras completou um mês no último dia 17 de junho. Há sete anos, os docentes não fazem greve. No total, 56 Instituições Federais de Ensino (Ifes) de todo o País que estão com suas atividades suspensas.

Fonte: Adua



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