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Consuni suspende calendário acadêmico da Ufam



Depois de cinco horas de debate e apoio da ampla maioria dos votantes, o Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) decidiu, nesta terça-feira (29), suspender o Calendário Acadêmico a partir do dia 17 de maio, quando foi deflagrada a greve dos professores das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). Com isso, as atividades realizadas principalmente por professores que tentavam “furar” a greve não terão validade. Durante a reunião, o Consuni aprovou também uma moção de apoio à paralisação.

De acordo com o presidente da Adua, Antônio Neto, o posicionamento do Consuni em relação à greve dos professores pode ser contabilizado como a primeira vitória da categoria em âmbito local. “Conseguimos atingir o nosso objetivo: a suspensão do calendário acadêmico e a aprovação de uma moção de apoio à paralisação”, comemorou.

Para Neto, os depoimentos marcantes de professores decanos da Ufam, a fala de estudantes favoráveis à greve e, principalmente, o respeito à diversidade de opiniões deram novo fôlego ao Conselho Universidade. “Hoje nós recuperamos o verdadeiro sentido do Consuni, que é discutir, coletivamente, os rumos da Universidade nesse país. Nessa reunião, tivemos uma verdadeira aula de liberdade de expressão, de debate e de análise de conjuntura”, destacou.

Na avaliação de um dos representantes da Comissão de Comunicação e Agitação do Comando Local de Greve (CLG), professor Marcelo Seráfico, a posição marcada pela Consuni representa o interesse do coletivo da Ufam. “O Conselho mostrou que ainda é possível, dentro da Universidade, realizar grandes debates, com defesa de teses acerca da vida universitária”, afirmou, ressaltando que a atividade é uma espécie de “exercício coletivo de reflexão sobre os destinos da Universidade no Brasil”.

Reunião - A sessão do Consuni, que começou às 9h e terminou 14h, teve a participação de 180 pessoas, entre elas 51 dos 61 conselheiros, professores, estudantes e técnicos administrativos. Um dos momentos de destaque da reunião foi o pronunciamento, emocionado, do professor Edson de Oliveira, do curso de Direito, a favor da paralisação. “A greve é um direito constitucional, legal e traz um ganho político imensurável para a universidade pública”, declarou.

O diretor da Faculdade de Direito, Clynio Brandão, também afirmou ser favorável ao movimento paredista. “Sei que os colegas do Direito estão resistindo, mas acho que é uma questão de tempo para eles aceitarem, pois a paralisação é um fato e é justa”, disse, acrescentando que quem se coloca contra o movimento teve a chance de manifestar-se na Assembleia Geral da categoria e não o fez.

Durante a reunião, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Amazonas (Sintesam), Carlos Almeida, aproveitou para anunciar a greve dos servidores a partir do dia 11 de junho. “Desde o início estamos apoiando os professores e agora vamos endossar essa luta que é uma necessidade para que a universidade não acabe”, disse.  

Fonte: Adua



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