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ANDES-SN divulga nota em apoio a comunidade trans nas universidades públicas



Data: 18/07/2019

O Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) divulgou nesta quarta-feira (17), uma nota em defesa da diversidade nas IFES, IEES/IMES e das políticas públicas para a população trans, que tem sido fortemente atacada pelo governo Bolsonaro, que além de atacar a diversidade, ataca a educação, as trabalhadoras e trabalhadores brasileiros.

A nota foi uma resposta ao anúncio de anulação da reserva de 120 vagas de vestibular na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) para candidatos e candidatas Transexuais, Travestis, Intersexuais e pessoas não binárias. Na nota, o ANDES-SN conclamou a sociedade brasileira a se unir em defesa das ações afirmativas de reparação histórica e da autonomia universitária, além da luta contra os ataques a diversidade e educação pública gratuita, a quem o governo tanto reprime.

Vale lembrar que questões relacionadas à diversidade foram retiradas do Exame Nacional de Desempenho (Enade) deste ano, a portaria do exame deste ano foi publicada no dia 3 de junho, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). Componentes como "sexualidade, relações de gênero e relações étnico-raciais", que são base dos editais desde 2016, foram retirados. Além disto, itens como "tolerância e intolerância, inclusão e exclusão, relações de gênero", que constavam entre os temas previstos nos editais desde o Enade de 2011, também foram retiradas.

Leia a seguir a nota na íntegra:

As Universidades, IF e CEFET têm como marca em sua história a defesa dos direitos democráticos e da diversidade. Nos últimos 15 anos, as políticas de reparação histórica e ações afirmativas garantiram o ingresso da população indígena e negra, de estudantes oriundo(a)s da escola pública e, recentemente, a reserva de vaga para a população Trans, em suas experiências iniciais, tem dado passos no sentido de minimizar a desigualdade de acesso e permanência dessa população na educação superior brasileira. Nós do ANDES-SN compreendemos essas ações como avanços, que garantiram enfrentar o modelo predominante de universidade masculina, branca, cisheteronormativa e elitista.

Nesse sentido, a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) havia disponibilizado 120 vagas, em 15 cursos presenciais de dois campi, para a população trans. Uma iniciativa inédita no país. Tais políticas são resultados das lutas dos Movimentos Sociais. No país que mais mata LGBTT em todo o mundo e com um alto índice de feminicídio, o Governo Federal desprezando todos esses fatos e as conquistas dos Movimentos Sociais, resolve suspender e anular o citado processo de vestibular para candidato(a)s Transexuais, Travestis, Intersexuais e pessoas não binárias. Além do flagrante ataque à diversidade, o Governo Bolsonaro desrespeita a autonomia universitária ao anunciar, via redes sociais, sua intervenção na Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (Federal).

A Diretoria do ANDES-SN repudia as declarações do presidente Jair Bolsonaro, suas ações transfóbicas, a nítida perseguição às pessoas LGBTT e o desrespeito à autonomia universitária!

#Emdefesadaautonomiauniversitaria

#NãoaTransfobia

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Fonte: ADUA-SSind. com informações do ANDES-SN



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