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31º. Congresso do Andes-SN discute Centralidade de Luta



Na manhã do segundo dia do 31º. Congresso da Associação dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), professores de todo o país se juntaram em grupos mistos para discutir o tema Centralidade de Luta. Este diz respeito basicamente às estratégias de defesa de melhores condições de trabalho, qualidade de ensino e valorização do trabalho docente, a serem alcançados na medida em que o Andes-SN se fortalece como instrumento de representação sindical.

A professora Maria da Conceição Rebelo, da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Pará (Adufpa) participou de um dos grupos que debateu o tema e acredita que esse é um debate essencial para a categoria docente. “Por isso, o Andes-SN tem a preocupação de criar meios para que os professores venham para a discussão bem preparados, informados em termos políticos”, explicou a professora. A docente pode ser considerada uma ‘veterana’ nos congressos, já tendo participado cinco vezes. Com essa experiência, Maria da Conceição avalia que as posições formadas a partir dos congressos do sindicato nacional apresentam propostas políticas muito fortes. “Se os políticos olhassem com mais cuidado as propostas do Andes-SN, as melhorias no setor da educação seriam gritantes”, refletiu.

Quando perguntada sobre quais pontos chamaram mais atenção no grupo de trabalho em que participou, a professora Maria da Conceição citou uma expressão curta, mas marcante. “Muitos professores foram a favor da adição da expressão ‘fortalecimento do Andes-SN’ para a centralidade da luta do sindicato”, afirmou. “É um termo pequeno, mas que deixa explícito esse fortalecimento como essencial para a categoria”, explicou a professora.

Mais adições importantes

A professora Marinalva Oliveira, do Sindicato dos Docentes da Universidade Federal do Amapá (Sindufap), atuou como delegada no Grupo 9 e também apontou uma adição importante para a discussão acerca da centralidade de luta dos professores. Trata-se da questão do assédio moral no ambiente de trabalho docente. “Hoje o assédio moral ocorre com os professores mais novos, trabalhando como substitutos e com os mais antigos, apenas apresentando diferentes características para cada grupo”, afirmou a professora quando perguntada o que chamou a atenção para o assunto.

A delegada vai mais além ao explicar as formas mais comuns de assédio moral e como ela se dá no decorrer da carreira do professor. “Eles sofrem assédio quando em regime probatório, depois com a carga horária exagerada, com a pressão da Capes para aumentar a produtividade e mesmo com processos administrativos”, afirmou Marinalva. “Esse tópico se torna essencial para o Andes-SN na medida em que se tornou um acontecimento cotidiano”, concluiu. Com o acréscimo da questão do assédio moral para a centralidade da luta do Andes-SN, Marinalva acredita que assuntos similares acabam se fortalecendo. “Ao combatermos esse tipo de prática, passamos pela valorização docente e pela luta por melhores condições de trabalho”, explicou.

Até a sexta-feira, 20, o 31º. Congresso do Andes-SN debaterá ainda temas que vão desde a apresentação das chapas que concorrerão à próxima direção da entidade, passando por questões organizativas e financeiras do sindicato, além de planos de luta da categoria docente. Participam do congresso 66 seções sindicais, somando 323 delegados, 45 observadores, quatro convidados e 35 membros da diretoria.

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Fonte: Adua



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