Documento sem título






     Notícias






Docentes aderem à Greve Internacional de Mulheres no 8 de março



Data: 01/03/2019

Mulheres do Brasil e do mundo estão organizando a Greve Internacional de Mulheres, que irá ocorrer em 8 de Março, Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora. Nas ruas, as mulheres lutarão contra o machismo, a desigualdade de gênero, os feminicídios e os projetos que atacam seus direitos. O ANDES-SN indica paralisação das e dos docentes na data.

O 8 de Março de 2019 será marcado por uma série de lutas fundamentais do movimento de mulheres. A Greve Internacional de Mulheres ocorrerá poucos dias antes de se completar um ano do assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes (14 de março). A vereadora carioca será lembrada nas manifestações de todo Brasil por sua defesa intransigente dos direitos das mulheres. Marielle é reconhecida, especialmente, por lutar em defesa das mulheres negras, pobres e moradoras das periferias. Também se cobrará justiça pelos assassinatos ainda não solucionados.

Outra bandeira que estará presente nas manifestações brasileiras e internacionais é o direito ao aborto. Enquanto as mulheres de alguns países do mundo conquistam a descriminalização e a legalização do aborto, no Brasil o tema caminha na contramão. Recentemente foi desarquivado no Senado projeto que prevê a proibição dos casos de aborto atualmente previstos em lei. São eles: em casos de estupro, de risco à vida da mãe e de anencefalia do feto.

O projeto de Reforma da Previdência, recentemente apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), também estará na pauta do 8 de Março. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019 ataca os direitos de toda a classe trabalhadora, mas especialmente das mulheres. O governo desconsidera que as mulheres têm dupla ou tripla jornada de trabalho. A PEC impõe às mulheres a necessidade de trabalhar por 40 anos para ter direito à aposentadoria integral.


Adesão aprovada

O ANDES-SN aprovou, em seu 38º Congresso, participação na construção da Greve Internacional de Mulheres. O Sindicato Nacional indica a paralisação das e dos docentes neste dia. “Paralisar e mobilizar no 8 de março é dar uma resposta aos ataques e retrocessos deste governo miliciano e de extrema direita, assim como aos ataques da extrema direita no mundo. É fundamental que as seções sindicais se envolvam e participem ativamente das atividades”, defendeu a 1° secretária do ANDES-SN, Caroline Lima, durante a votação do tema no 38º Congresso do Sindicato Nacional.

A docente lembrou o protagonismo “fantástico” das mulheres nas lutas recentes do país, como os atos do “Ele Não” e os números gritantes de feminicídios no país. Só no primeiro mês de 2019, mais de 100 feminicídios foram registrados no Brasil. A luta contra os feminicídios é uma das principais bandeiras do 8 de Março.

Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora

A data tem uma origem socialista e foi apagada ao longo dos anos, principalmente durante o período da Guerra Fria. Em 8 de Março de 1917 (23 de fevereiro no calendário juliano), foi realizada uma manifestação de tecelãs e costureiras de São Petersburgo. Elas protestaram contra a fome e contra a I Guerra Mundial.

O ato, posteriormente, foi considerado como um dos estopins da Revolução Russa, que ocorreu no final do ano. Em 1921, em Moscou, A 1ª Conferência de Mulheres Comunistas fixou o dia de 8 de Março como data unificada em honra às operárias de São Petersburgo. A data foi, em seguida, adotada pelos movimentos de mulheres de todo o mundo.

Confira as manifestações do 8M no Brasil

Norte

Manaus. 15h. Praça da Saudade.
Belém. 8h30. Mercado de São Brás.

Centro-Oeste

Cuiabá. 15h. Praça Alencastro
Distrito Federal e Entorno. Horário e local a definir.
Goiânia. 16h. Praça dos Bandeirantes
Nordeste

Fortaleza. 15h. Praça Murilo Borges.
Recife. 15h. Praça do Derby.
Salvador. 13h. Praça da Sé.

Sudeste

Belo Horizonte. 16h. Praça Raul Soares.
Campinas. 17h30. Largo do Rosário.
Ribeirão Preto. 16h. Esplanada do Teatro Pedro II.
Rio de Janeiro. 16h. Candelária.
São Paulo. 16h. Vão Livre do MASP.

Sul

Curitiba. 12h e 18h. Praça Santos Andrade.
Florianópolis. 18h30. TICEN.
Pelotas. 17h. Mercado Central.
Porto Alegre. Horário e local a definir.
Santa Maria. 16h. Praça Saldanha Marinho.
Rio Grande. 16h na Praça Tamandaré.

Fonte: ANDES-SN com edição da ADUA-SSind.

Leia também





Galeria de Fotos