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PM repreende greve de trabalhadores na USP



Enquanto professores do Amazonas se mobilizam contra a violência na universidade, São Paulo vive outro momento de ameaça à autonomia universitária. Na manhã de ontem, estudantes e trabalhadores da USP foram surpreendidos quando encontraram a universidade sitiada pela Polícia Militar de São Paulo. A mando direto do governador José Serra (PSDB) e da reitoria da USP, viaturas, policiais e bombeiros concentraram-se em todas as unidades da instituição.

A repressão foi realizada em resposta aos piquetes feitos recentemente pelos servidores no campus da USP. Os trabalhadores da instituição estão em greve desde o dia 5 de maio. Eles exigem abertura de negociações salariais, além de outras pautas. No entanto, os professores do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), revoltados com as manifestações estudantis no prédio da administração superior, suspenderam negociações com a categoria.

A greve dos trabalhadores da USP, que é um direito constitucional, foi repreendida, então, pela militarização da universidade. Conforme o comando de greve, “os policiais provocaram os trabalhadores, arrancando as faixas dos grevistas, buscando abertamente causar incidentes”.

As organizações sindicais, populares, estudantis e políticas foram convocadas a participar hoje, às 11h, de um ato público em frente à reitoria da USP. Os manifestantes repudiaram a militarização da universidade, o fechamento das negociações do Cruesp e a repressão à greve dos trabalhadores. A Adua se solidariza com o movimento e também condena mais esse ato de violência contra a autonomia universitária.



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