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Acabou o dinheiro do Reuni



O ministro Fernando Haddad, da Educação, alertou as comunidades universitárias que o ministério já distribuiu todos os R$ 2,5 bilhões do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). O valor estava previsto para investimento em quatro anos, contudo as universidades já receberam a quantia completa nos dois primeiros anos do projeto.

A Associação dos Docentes da Ufam (Adua) lembra que a entidade já havia feito esse prognóstico: a reitoria da Ufam (e a das demais universidades federais) terá que labutar para conseguir dinheiro, a fim de que o projeto não fique só pela metade. A conclusão foi do próprio ministro, em cerimônia registrada pela Agência Brasil: “o meu sucessor terá que buscar mais alguns bilhões para atender os reitores das universidades federais”.

Além desse desafio, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) também prevê outros. A entidade fez um relatório com base em análise de termos de acordo entre as reitorias que aderiram ao Reuni. Segundo o documento, o Reuni foi implantado de forma intempestiva a partir da assinatura de Acordos de Metas entre governo federal e reitores de cada instituição, em março de 2008. O tempo destinado a discussão do programa foi pouco ou inexistente, dependendo de cada instituição, entre a promulgação do Decreto n°. 6.096, em abril de 2007, e a apresentação das respectivas propostas ao governo federal.

O resultado, ainda conforme o documento, já se apresenta desastroso em 2009 “(...) estudantes aprovados em vestibulares, mas que não cabem nas salas de aula disponíveis; turmas superlotadas por falta de professor das respectivas disciplinas; postergação da efetivação, mesmo que os concursos para contratação de docentes e técnicos estejam decididos ou, mesmo, já tenham sido realizados; falta de infraestrutura, como laboratórios, bibliotecas, restaurante universitários etc”.

Conforme a docente Solange Bretas, secretária-geral do Andes-SN, "o sindicato defende, historicamente, a expansão do ensino superior, mas uma expansão planejada, com qualidade e recursos suficientes”. O temor dos professores é que a Ufam e as demais universidades que se anteciparam no assentimento ao Reuni, não consigam terminar as obras de infraestrutura, montar laboratórios de pesquisas e bibliotecas para atender adequadamente aos alunos com uma educação completa, baseada no tripé ensino, pesquisa e extensão.



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