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Educação pública como libertação da classe trabalhadora é defendida no 1º dia de Conad



Data: 29/06/2018

A defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade como forma de libertar a classe trabalhadora da opressão foi um dos temas com ampla discussão durante o primeiro dia do 63º Conselho do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Conad). O assunto foi destacado pela delegação da ADUA participante do encontro, que segue até o próximo domingo (1º), na Universidade Estadual do Ceará (Uece), em Fortaleza (CE), sediado pela Seção Sindical dos Docentes da Uece (Sinducece).

“Dentre tantas discussões importantes neste ano, em que se aprofunda e se intensifica o processo de retirada de direitos e de desmonte do Estado brasileiro, ressaltamos o tema do direito à educação pública, na defesa de um projeto classista e democrático de educação, porque sem o acesso e a permanência na  educação pública a classe trabalhadora não pode efetivamente se libertar dessa carga de opressão e desses ataques continuados e cada vez mais intensos que vem sofrendo por parte da burguesia”, disse o professor José Alcimar Oliveira, que participa como observador. 

O docente frisou que o direito a educação pública de qualidade com liberdade acadêmica é fundamental para o processo de consciência e organização da classe trabalhadora. “Nunca teremos uma democracia de fato, substantiva, sem que a classe trabalhadora tenha acesso à educação, por isso a centralidade das discussões desse Conad é pautada pela defesa desse projeto de educação pública, gratuita e de qualidade com essa marca classista. Classista porquê? Porque parte da classe trabalhadora”, disse.

A professor Milena Barroso, do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ), que também participa do congresso como observadora, destacou os avanços em debates como a questão do assédio sexual. “Enfrentar esse tema é também reconhecer uma dívida do sindicato, um reflexo da sociedade machista. Parece uma questão menor, porém diz respeito à classe trabalhadora, reconhecer que essa classe não é homogênea, mas consubstanciada pelas relações étnico-raciais e de sexo-gênero”, afirmou.

A defesa pela libertação do ex-presidente Lula com a formação de comitês e a instrumentalização do ANDES-SN nas eleições deste ano também permearam os debates no primeiro dia Conad. O delegado da ADUA no Conad, Aldair Andrade, destacou que, os debates nos grupos mistos terão polêmicas importantes sobre todo com os que querem instrumentalizar o sindicato em favor da candidatura do PT. “O Renova Andes defende essa ideia e o ANDES precisa se posicionar contrariamente dada a importância histórica que o ANDES tem atribuído à autonomia sindical", comentou.

Imagem: ANDES-SN

Fonte: ADUA



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