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Chapa ‘ANDES Autônomo e de Luta’ apresenta propostas e faz análise de conjuntura em roda de conversa



Data: 09/04/2018

A apresentação da candidatura e das propostas da chapa 1 “Andes Autônomo e de Luta” e a conjuntura política foram discutidas durante o “Debate das chapas que concorrem às eleições do ANDES-SN, gestão 2018-2010”. O evento, promovido pela ADUA, foi reconfigurado em uma roda de conversa em decorrência do não comparecimento de representantes da Chapa 2 – “Renova ANDES”, convidada a participar.

O debate ocorreu na manhã desta segunda-feira (9), no auditório Rio Solimões, no Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e foi mediado pelo professor Welton Oda, vice-presidente da ADUA e coordenador da Comissão Eleitoral.

Manter o ANDES-SN autônomo de partidos e governos como sindicato de luta e não reduzi-lo a um “sindicato corporativo” é uma das principais bandeiras da chapa 1, representada no evento pelo candidato a presidente do Sindicato Nacional, professor Antônio Gonçalves, da Associação dos Professores da Universidade Federal do Maranhão (Apruma). “Também queremos que nosso sindicato contribua mais com a sociedade, lutando contra opressões como o machismo, racismo e lgbtfobia”, disse durante sua apresentação da chapa.

Disputa política

Sobre o retorno da disputa pela diretoria do Sindicato Nacional após dez anos, Antônio Gonçalves afirmou que as diferenças políticas são importantes, mas deve-se resguardar a identidade da entidade. “É preciso ter abertura para expressões de diversas linhas partidárias, isso qualifica e democratiza o debate, mas o que não pode é que o ANDES se torne um aparelho de um determinado partido”, disse durante a roda de conversa o candidato à presidente pela chapa da situação.

Para exemplificar a necessidade de atenção a essa abertura política, o professor citou o Golpe de 2016. “Percebemos que o desfecho dos governos de conciliação de classes foi o golpe, a precarização das universidades, a desestruturação da carreira docente, a criação do Proifes [Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituição Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico]”, comentou.

Antônio foi enfático ao dizer que há uma tentativa de retorno do ANDES à Central Única dos Trabalhadores (CUT) - atualmente o Sindicato Nacional é vinculado à Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) - e que o grupo possui acordos com a política do Proifes, que, segundo ele, fez um “estrago na carreira docente”.

Essa afirmação tem como uma das bases um documento apresentado por Antônio Gonçalves durante a roda de conversa. “A nossa concorrente da chapa 2 e o vice (Celi Nelza Zülke Ta?arel – Apub e José Eudes Baima Bezerra - Sinduece) assinaram um documento chamado Carta aos Docentes do Ensino Superior Brasileiro, de 7 de julho de 2011, em que eles dizem: ‘esse vazio deixado pelo ANDES, no entanto, foi ocupado de formas e maneiras diferentes por setores de algumas seções sindicais como Bahia, Santa Catarina, Goiás, Rio Grande do Sul e outros, que construíram sindicatos locais e passaram a negociar pautas salariais com o governo, agindo como sindicato, a construção do Proifes Fórum e a filiação deste à CUT, em 16 de abril, em assembleia nacional, marca uma nova etapa no movimento docente e abre uma nova via para um reagrupamento da categoria na CUT’”.

O candidato criticou essa relação com o Proifes que, segundo ele, foi criado no gabinete do então ministro da educação, Tarso Genro. “[O Proifes] era o negociador preferencial porque ia lá receber a pauta que ia defender. É esse sindicato que nós não queremos, queremos um sindicato que vá com a pauta da nossa categoria construída a partir da base. O ANDES tem sido protagonista na mobilização contra as políticas decorrentes do golpe. Não tem essa de dizer por uma questão semântica de governo ilegítimo e governo golpista que o ANDES é o golpista e aderiu às políticas do golpe. Isso é uma inverdade”.

O trabalho com a verdade é um dos pressupostos da candidatura da “ANDES Autônomo e de Luta”, de acordo com Antônio Gonçalves. O candidato elencou, ainda, a análise coerente da realidade; a conquista da confiança com a coerência do discurso e a disposição para o diálogo. E esse diálogo foi possível durante a roda de conversa que contou com questionamentos ao representante da chapa feitos pelos professores sindicalizados da ADUA.

Escrutínio


As eleições do ANDES-SN irão ocorrer nos dias 9 e 10 de maio, paralelamente ao pleito da ADUA, que possui uma chapa inscrita no pleito, a “ADUA AUTÔNOMA E DEMOCRÁTICA”. Atualmente, as chapas estão em campanha eleitoral processo indicado no dia 7 de abril e que finaliza em 7 de maio. As inscrições das chapas foram encerradas no dia 3 de abril. Mais de 910 professores associados a ADUA estão aptos a participar das eleições.

Fonte:
ADUA



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