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ANDES classifica de ‘covarde’ justificativa das centrais de cancelar Greve e divulga nota



Data: 01/12/2017

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições Federais de Ensino (ANDES-SN) divulgou, nesta sexta-feira, dia 1º, uma nota de repúdio ao cancelamento da Greve Nacional (5 de dezembro de 2017), por parte das centrais sindicais CUT, CSB, CTB, Força Sindical, UGT e NCST. Na nota, a entidade classifica de “covarde” a justificativa do cancelamento que foi feito após a suspensão da votação da Reforma da Previdência (PEC 287/16), que estava marcada para o dia 6 de dezembro.

O ANDES afirma, ainda, repúdio a “traição” das centrais sindicais e convoca a categoria a manter o dia 5 de dezembro como um Dia Nacional de Luta, Mobilização e Paralisação. O ato seria mantido em articulação com outras categorias, movimentos sociais, populares e estudantil, e a Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas). A entidade, a qual o ANDES é vinculada, também divulgou uma nota, nesta sexta, afirmando que o recuo é um “grave erro e ajuda somente ao governo Temer”, por isso não o apoia.

O presidente da ADUA, Aldair Oliveira, afirmou que a associação entende este momento como mais um golpe de algumas centrais em não consultarem as bases sobre uma mudança tão absurda, após um esforço para a construção de uma Greve Geral. “No apagar das luzes, aparece uma mudança de cima para baixo, cancelando a Greve Nacional porque a Câmara suspendeu a votação, nós achamos isso arbitrário, truculento, para não dizer ‘peleguismo’, a CSP continua mantendo seus princípios, não é momento para arrefecer a luta, a CSP não vai fugir à luta e nós acreditamos que as centrais sindicais que fizeram isso não têm o compromisso com a classe trabalhadora”, afirmou. 
 
Leia a nota de repúdio do ANDES na íntegra:

NOTA DE REPÚDIO AO CANCELAMENTO DA GREVE NACIONAL DO DIA 5 DE DEZEMBRO DE 2017

A direção nacional do ANDES-SN vem a público manifestar seu repúdio à decisão tomada hoje pelas centrais sindicais CUT, CSB, CTB, Força Sindical, UGT e NCST de cancelar a greve nacional marcada para o dia 5 de dezembro.

Cumpre esclarecer que o ANDES-SN já havia discordado da convocação de GREVE NACIONAL, pois defendemos GREVE GERAL, conforme deliberações de nossas instâncias. Na mesma direção, nossa central sindical, a CSP-Conlutas, se manteve firme na posição de convocação da GREVE GERAL, por entender a necessidade de ampliar a mobilização e enfrentar de maneira consequente os retrocessos impostos pela burguesia e seu governo ilegítimo.

Imediatamente à deliberação da GREVE NACIONAL, o ANDES-SN iniciou a mobilização a partir de nossas seções sindicais e secretarias regionais na construção da mais ampla unidade para um novo grande dia de luta, marcado com greves, paralisações, mobilizações e atos públicos.

Hoje fomos surpreendidos por uma nota divulgada via redes sociais sobre a decisão autocrática da burocracia dirigente de seis centrais sindicais, de suspensão da GREVE NACIONAL no dia 5/12 sob a justificativa covarde de que “a Reforma da Previdência não será votada na próxima semana”. A decisão foi tomada sem sequer convocarem todas as centrais sindicais num grave ataque a unidade e à democracia do movimento.

O fato e sua justificativa levantam suspeitas. Perguntamos: como estas centrais sabem e têm certeza sobre a posição do governo? Estariam construindo um acordo com o governo ilegítimo às escondidas do(a)s trabalhadore(a)s? Não é esta uma postura espúria e de inequívoca traição de classe?

Para o ANDES-SN não há acordo possível quando se trata de retirada de direitos. Não aceitamos os ataques contra o(a)s trabalhadore(a)s e, em particular, contra o funcionalismo público e as instituições de ensino superior públicas. Não aceitamos cortes de verbas e a imposição de mais retrocessos nos direitos sociais. Basta de desrespeito para com o(a)s trabalhadore(a)s por parte dos governos e dessas centrais sindicais.

Repudiamos mais essa traição das centrais e convocamos nossa categoria a manter o dia 5 de dezembro como um dia nacional de luta com mobilização e paralisação, em articulação com nossa central sindical, a CSP-Conlutas, outras categorias e movimentos sociais, populares e estudantil, realizando atividades dentro das nossas universidades, institutos federais e CEFET e organizando atos nos estados em ampla unidade.

Brasília, 1 de dezembro de 2017

Diretoria do ANDES-Sindicato Nacional

Com informações do ANDES

Fonte: ADUA



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