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ANDES-SN propõe Frente em Defesa das Instituições de Ensino Superior Públicas



Data: 11/10/2017

O ANDES-SN fez um chamamento a entidades e movimentos sociais propondo a criação de uma Frente Nacional em Defesa das Instituições de Ensino Superior Públicas. A perspectiva é reunir docentes, técnico-administrativos em educação, estudantes, entidades da educação e científicas, movimentos sociais, sindicais e populares, entre outros para intensificar a luta em defesa das Universidades municipais, estaduais e federais, Institutos Federais e Cefets. A atividade acontecerá na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), na capital fluminense, no dia 19 de outubro, data que também marca o “Dia Nacional em Defesa da Educação Pública”.

A proposta foi indicada na reunião conjunta dos setores das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino Superior (Iees/Imes) e Federais (Ifes) do ANDES-SN, realizada na última sexta-feira (6) na sede do Sindicato Nacional, em Brasília (DF). Na ocasião, os representantes das seções sindicais debateram a ampliação da Frente, que até então era restrita as universidades estaduais e municipais, e apontaram encaminhamentos unificados para a categoria docente. De 9 a 18 de outubro, as seções sindicais realizarão assembleias pautando a paralisação das IES no dia 10 de novembro, com a realização de atos públicos conjuntos com os demais setores da classe trabalhadora.

“No 62º Conad, realizado em junho deste ano em Niterói (RJ), foi criada a Frente Nacional em Defesa das Universidades Estaduais Pública. Porém, no Encontro das Universidades Estaduais, em Mossoró (RN), ponderou-se que os ataques não estão só focados nas IES Estaduais e Municipais, mas também se agudizaram, nos últimos tempos, nas IFE. Por isso, fizemos o debate na última reunião conjunta dos setores para ampliar a Frente”, explicou Jacob Paiva, 2° secretário do ANDES-SN e um dos coordenadores do Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes) do Sindicato Nacional.

O diretor do ANDES-SN explica que, dada à situação de abandono e desmonte das IES públicas, se faz necessário o enfrentamento conjunto dos docentes das Federais, Estaduais e Municipais e demais setores da educação. "É urgente a importância de organizar um grande movimento político, que passa por essa Frente em Defesa das IES Públicas, com um manifesto assinado por diversas entidades da educação em defesa das instituições de ensino superior públicas e denunciar à sociedade a situação das instituições ", disse.

Confira aqui a Circular 341/17 e o relatório da reunião conjunta.

Outros encaminhamentos

Ainda na reunião, os docentes das Iees/Imes e Ifes encaminharam pela construção - em unidade com outras categorias do serviço público-, do ato “Em Defesa dos Serviços Públicos”, convocado pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) no dia 27 de outubro; discussão sobre a construção de paralisação da educação superior pública, em conjunto com a Fasubra, Sinasefe e movimento estudantil, com duração entre 24h e 72h. Durante este período, realizar debates e atividades coordenadas de mobilização, pautando os ataques às IES públicas, entre outros encaminhamentos.

A próxima reunião conjunta dos setores da Ifes e das Iees/Imes está marcada para o dia 19 de outubro, de 9h às 14h, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), tendo como pauta a definição de novas ações em defesa das IES públicas. A reunião antecederá o ato do “Dia Nacional em Defesa da Educação Pública”, que ocorrerá a tarde.

No dia seguinte, serão realizadas as reuniões separadas do setor das Federais (20 e 21) e do setor das Estaduais e Municipais (20), para tratar das pautas específicas.

Greve das Estaduais do Rio

Os docentes da Uerj deflagraram greve no dia 3 de outubro em decorrência, mais uma vez, de salários atrasados e falta de repasses à universidade. Além da Uerj, os docentes da Universidade Estadual da Zona Oeste do Rio de Janeiro (Uezo), do Norte Fluminense (Uenf) e da Faculdade de Educação Tecnológica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec) também estão em greve e na luta contra o desmonte das instituições e pelo pagamento em dia dos salários e bolsas estudantis e repasse para custeio e investimento nas instituições.

“A Uerj está em greve, e é de extrema importância dar a maior expressão política possível para a Uerj e transformar o ato no Rio em um ato nacional e chamando a reunião dos setores para o mesmo dia para fortalecer a presença do Sindicato”, explicou Jacob Paiva.

Fonte: ANDES-SN



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