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2ª Plenária da CSP-Conlutas debate as lutas no Norte e Nordeste neste mês



Data: 09/08/2017

Debater e organizar as lutas nas regiões Norte e Nordeste e preparar a participação no 3º Congresso da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), que ocorrerá em outubro, são os objetivos da 2ª Plenária Operária e Popular da CSP-Conlutas. O evento irá ocorrer nos dias 19 e 20 de agosto, na Universidade Federal do Maranhão, em São Luís (MA), e contará com a participação de trabalhadores, movimentos sociais combativos e e ativistas dos movimentos operário e popular das regiões que são marcadas por lutas e conflitos no campo e na cidade.

“Queremos reunir as lideranças e os ativistas da luta popular e operária do Norte e Nordeste. Vamos juntar os indígenas, em especial os Gamelas que lutam pelo seu território e sofreram um brutal ataque no mês de maio; os quilombolas, que protagonizam uma das mais bonitas lutas de resistência negra e por território, enfrentando jagunços, pistoleiros e os supostos donos das terras e o Quilombo Urbano, do movimento hip hop que organiza a juventude negra e pobre da periferia de São Luís”, explicou o integrante do Movimento Quilombo Raça e Classe e do setorial do Campo da CSP-Conlutas, Wagner Silva.

Outras participações

Segundo Silva, a 2ª Plenária Operária e Popular da CSP-Conlutas também será discutida as demandas dos movimentos das mulheres negras. “Queremos também a presença das mulheres negras, em particular o movimento Preta Anastácia, que resiste nas periferias, organizando as mulheres jovens, contra a violência, o machismo, o feminicídio e pela autoestima da mulher negra na luta por direitos”, disse a professora e militante do Movimento Quilombo Raça e Classe, Cláudia Durans.

Entre outras questões previstas para serem abordadas estão, ainda, o avanço de indústrias poluidoras que querem desalojar comunidades centenárias na zona rural de São Luís. Estarão presentes também lideranças de sindicatos filiados à CSP-Conlutas como a Associação de Professores da Universidade Federal do Maranhão (Apruma), seção do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) , o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), o indígena Inaldo Gamela, o seringueiro Osmarino Amâncio e operários (as) da construção civil de Fortaleza (CE) e Belém (PA).

“Temos aqui no Maranhão importantes lutas do cenário nacional, como a luta dos gamelas e dos quilombolas, por exemplo, que passam por fora dos tradicionais aparatos sindicais e expressam a diversidade das lutas dos trabalhadores e do povo pobre e oprimido do país. A CSP-Conlutas tem tido intervenção nesses espaços o que reforça a concepção de central que queremos construir, operária e popular”, disse Wagner Silva, destacando que a atividade terá um caráter de ‘esquenta’ para o 3º Congresso da CSP-Conlutas. No evento, será elaborado um manifesto para o Congresso da Central, que ocorrerá em outubro.

Em São Paulo, no dia 8 de junho deste ano, cerca de 150 ativistas, de 50 organizações dos movimentos sindical, popular e de luta contra as opressões, participaram da 1ª Plenária e debateram as lutas e a necessidade da unidade entre os vários segmentos da classe trabalhadora contra os ataques dos governos. Ao final, foi elaborado um Manifesto que chama à construção do 3º Congresso da CSP-Conlutas e defende o fortalecimento do seu caráter operário e popular e de independência de classe.

Fonte
: CSP-Conlutas com edição da ADUA



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