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Ante pressão, governo recua de jornada móvel



Data: 20/12/2016

Após reação em bloco da CUT, Força Sindical, UGT e Nova Central, que divulgaram nota na segunda (19) condenando a proposta do governo de fatiar a jornada de trabalho – criando escala móvel ou intermitente, Temer recuou da proposta.

A intenção do governo era impor a “flexibilização” da jornada no apagar das luzes de 2016, por meio de Medida Provisória que seria editada nos últimos dias do ano. Segundo fontes do governo, o presidente vai esperar o ano que vem para recolocar a questão.

Além de condenar mais um ataque aos direitos, as Centrais reafirmaram que a retomada do emprego “passa pela redução dos juros, pela retomada dos investimentos públicos e privados e por uma agenda voltada para o crescimento econômico e o desenvolvimento social”. “Não se cria empregos e não se aquece a economia por meio de atos de última hora, no apagar das luzes de um ano duro e muito difícil para toda a sociedade”, adverte o texto.

A Agência Sindical conversou com o presidente da Nova Central, José Calixto Ramos. Ele avaliou que o recuo do governo ante a reação do movimento sindical demostra "que a união da classe trabalhadora, através dos Sindicatos e Centrais, poderá trazer um pouco mais de equilíbrio nos debates em 2017".

Para Calixto, "esse recuo pode trazer um pouco de calmaria neste final de ano para a classe trabalhadora”. “Mas só um pouco mesmo", alerta.
Antônio Neto, presidente da Central de Sindicatos Brasileiros (CSB), disse à Agência que o governo não esperava enfrentar a pronta reação das Centrais, que de imediato fecharam questão contrária à proposta.

"O ministro (do Trabalho, Ronaldo Nogueira) já havia dito que essa coisa do intermitente não estava na programação dele. Não nos negamos a discutir reformas, seja trabalhista, tributária, da Previdência, mas não dessa maneira. Tem coisas que nós não aceitamos", afirma Neto.

"Nós vamos para as negociações no Congresso Nacional, mobilizando a população, mobilizando os trabalhadores e a sociedade. Vamos mostrar que, se precisa de uma reforma previdenciária ou trabalhista, será como queremos e não como o governo quer", completa.

Fonte: Agência Sindical



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