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Ato do Dia Nacional de Lutas mobiliza trabalhadores na construção de greve geral



Data: 30/09/2016

Em Manaus, o ato do Dia Nacional de Lutas e Paralisação contou com a presença de trabalhadores e estudantes que se reuniram no Largo São Sebastião na tarde desta quinta-feira (29) para protestar contra as medidas de ajuste fiscal e ataques ao direito dos trabalhadores propostos pelo governo Temer.
 
Representantes de sindicatos, movimentos sociais e estudantis estenderam faixas e se pronunciaram contra as reformas trabalhista e da previdência, terceirização, privatização e as políticas de gestão executadas a nível municipal e estadual.
 
"É um ato muito importante na construção de uma jornada de mobilização pública, além de unificar os trabalhadores", disse Williamis Vieira, coordenador geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). Ele afirma que a agenda tem o objetivo de preparar as entidades da iniciativa pública e privada para a realização de uma greve geral, cujo indicativo deverá ocorrer na segunda quinzena de outubro.
 
A 1ª secretária da ADUA, professora Kátia Vallina, também destacou a ampla participação das diversas categorias (26 no total) na manifestação desta quinta-feira. "É um sinal do processo de união da classe trabalhadora. No entanto, vamos continuar o trabalho de conscientização dos trabalhadores contra o ajuste fiscal", acrescentou.

Garantias

Luís Cláudio Correa, membro do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho (Sintraam), alertou para a proposta de reforma da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que está sendo elaborada por equipe convocada pelo atual governo. "Não há garantias para o trabalhador que vai negociar seus direitos com o patrão, detentor do sistema produtivo. Querem sobrepor o negociado sobre o legislado", resumiu Correa. "É importante promover a parceria entre os trabalhadores e os estudantes para barrar esses ataques nos diversos poderes", ressaltou a integrante da Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre (Anel), Débora Massulo.

Em seu pronunciamento, a professora do Instituto Federal do Amazonas, Tânia Freitas, leu o manifesto elaborado durante a 40ª Reunião das Dirigentes de Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica, realizada no final de setembro deste ano em Vitória (ES). O documento traz uma avaliação da educação pública e gratuita no atual contexto de ataques aos trabalhadores. Além disso, argumenta que inciativas como a Medida Provisória 246, que prevê a reformulação do Ensino Médio brasileiro, pode acentuar a precarização do ensino no país.
 
“O uso de medida provisória fere o princípio de construção coletiva e o protagonismo da sociedade na formulação de políticas de interesse coletivo”, diz trecho do documento. O manifesto também aponta  contradições entre a MP 246 e a PEC 241, uma vez que a oferta de educação em tempo integral indicada na primeira proposta demanda investimentos e não cortes.

A mobilização deu continuidade à aula pública realizada no  último dia 22, na Praça do Congresso, quando foram apresentados breves análises sobre medidas como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241/2016 e o Projeto de Lei Complementar 257/2016 (atual PLC 54/16), entre outros temas.
 
Também estiveram presentes no ato integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), entre outros.

Fonte: ADUA



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