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Consuni renova assentos com missão de resgatar caráter deliberativo do órgão



Data: 22/032016

Dos 61 membros do Conselho Universitário (Consuni) da Ufam, eleitos em consulta realizada em dezembro de 2015 e recém empossados, só seis foram reeleitos, entre eles cinco docentes, dos quais três representam unidades acadêmicas da área da saúde. A renovação de grande parte do quadro de integrantes do Conselho se apresenta num contexto em que, segundo avaliação de “quem entra e quem sai”, urge a necessidade de retomada do pressuposto deliberativo do órgão.

“O órgão deixou de exercer sua função deliberativa, de debater sobre questões de interesse da universidade, e se transformou num espaço que serve apenas para referendar o que já foi decidido”. É dessa maneira que o professor José Luiz de Souza Pio, docente do Instituto de Computação (IComp), avalia a atual situação do Consuni.

Pio, cuja atuação como conselheiro teve início em 1996, chama a atenção para outro aspecto da atual gestão. “Em sua maioria, são profissionais bastante afinados com a reitoria. Apesar disso, mesmo aqueles conselheiros não ligados à Administração Superior se mantiveram por fora das discussões”, diz o professor, ressaltando o clima de “gracejo” que predominava durante as reuniões.
 
Missão

Nesse sentido, os novos conselheiros que tomaram posse no dia 26 de janeiro terão, pelos próximos dois anos, a missão de resgatar o caráter deliberativo do órgão. 40 representantes das unidades acadêmicas, 8 integrantes do corpo técnico-administrativo, 8 alunos e 2 representantes da comunidade externa da Ufam foram eleitos em consulta realizada em dezembro passado. Diretores de unidade, reitor e vice, além de representante da ADUA, também têm assento no Conselho.

Como exemplo da reversão de valores que caracteriza o atual Consuni, Pio cita a decisão que determinou a transferência de gestão do Hospital Getúlio Vargas para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), em 2012. “Deixei de participar do conselho porque percebi que não via interesse na formação de uma universidade. No período em que estive presente, jamais fui chamado para fazer relatos. De resto, são decisões tomadas a toque de caixa”, opina.

Uma década depois do fim do primeiro mandato, Pio voltou a assumir a cadeira de conselheiro em 2010 e, no ano seguinte, assumiu a representação docente do recém-criado IComp. “Desde então, nenhum processo foi a mim atribuído para emissão de parecer”, afirma o professor, que não se candidatou nas últimas eleições para o órgão máximo de deliberação da universidade.

Fiscalização

“De fato, na última década, o Consuni passou a apresentar mudanças em seu perfil institucional. No entanto, cabe aos novos conselheiros a tarefa de recuperar seu caráter deliberativo”, opina a professora do departamento de História Patrícia Melo Sampaio, recém-eleita representante do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL). “É necessário, portanto, que esses conselheiros lembrem-se que foram eleitos pela vontade da comunidade acadêmica, e não da Administração Superior”, complementa.

Nesse contexto, ela destaca a importância da fiscalização dos próprios alunos das decisões tomadas pelo Consuni. “Devemos criar condições para aproximar a comunidade universitária do principal órgão decisório da universidade, pois as estratégias de comunicação, por exemplo, não são satisfatórias”, observa Patrícia.
 
Por isso, ela pretende criar um canal de divulgação das ações do Consuni via redes sociais e, dessa forma, promover um engajamento maior por parte do corpo discente. O serviço, cuja elaboração conta com o apoio do docente suplente pelo ICHL Allan Rodrigues, deverá ser disponibilizado aos demais integrantes do Conselho.

Fonte: ADUA



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