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Maioria dos professores da Ufam continua em greve



Data: 18/08/2015

Calendário só será normalizado após o fim da paralisação dos docentes. Greve da categoria chega aos 65 dias.

Até a manhã desta terça-feira (18), 54% das disciplinas ministradas nos cursos oferecidos pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) no 1º semestre letivo de 2015 permaneciam sem as notas lançadas no sistema da instituição. A informação, repassada pelo titular da Pró-reitoria de Ensino de Graduação (Proeg), professor Lucídio Rocha, durante debate promovido pelo Comando Local Unificado de Greve (CLUG), na sede da ADUA, reforça a adesão da ampla maioria dos docentes ao movimento paredista iniciado no dia 15 de junho.

Convidado pelo CLUG para a discussão sobre o calendário acadêmico – afinal na ADUA ninguém é proibido de debater –, o titular da Proeg explicou porque a universidade não defende a suspensão do calendário acadêmico. “Nós temos 54% das turmas sem lançamento de notas e isso quer dizer que nós temos 46% de turmas com o primeiro semestre de 2015 terminado. Na medicina, nós olhamos para o lançamento de notas e vemos que ocorreu nas matérias dos períodos iniciais, ou seja, 1º e 3º períodos. Caiu demais no 5º período e quase não teve no 7º e 9º períodos. No ICHL, diferentemente, a maioria paralisou. Por isso, como pró-reitor, eu digo que nós não poderíamos suspender o calendário, pois não há uma regra para a universidade”, ressaltou Rocha.

Em consonância com o movimento grevista, o Pró-reitor defendeu a integralidade da reposição das aulas e não de forma condensada. “Nós entendemos que há 43 dias não registrados em função da paralisação. Isso equivale a mais ou menos 50% de todo o conteúdo programático das disciplinas não registradas. Vamos ter que conversar para ver como repor, porque se nós não fizermos de uma forma honesta, para mim isso se chama sonegação”, afirmou, destacando que há professores que saíram da greve e realizaram prova e trabalho com os alunos para poder lançar nota.

Questionado sobre as disciplinas consideradas pré-requisito para o próximo período, Lucídio foi enfático ao garantir que as mesmas não serão “derrubadas” pela Proeg. Em outras palavras, não haverá quebra de pré-requisito, como ventilavam essa possibilidade alguns professores que, contrariando a decisão de greve tomada pela maioria dos docentes em Assembleia Geral da categoria, continuaram com as atividades de sala de aula.

Para o presidente da ADUA, professor José Alcimar de Oliveira, a declaração do titular da Proeg é um indicativo de que a Administração Superior da Ufam não pode insistir na tese de que o semestre 2015/2 será iniciado no dia 8 de setembro. “Uma vez que a maioria está em greve, não se pode iniciar um novo período sem o reconhecimento de graves prejuízos institucionais e acadêmicos para a universidade. Haverá inclusive problema de espaço físico no caso de coexistirem dois, três ou até mais calendários acadêmicos após o término da paralisação. Defendemos um único calendário!”, ponderou Alcimar.

Fonte: ADUA



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