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Docentes fortalecem mobilização para pressionar abertura de negociação com o governo



Data: 04/08/2015

Marcha dos SPF à Brasília, ato “Abre as contas, Reitor” e mobilização nas redes sociais marcam semana de 3 a 7 de agosto dos docentes federais em greve

A falta de compromisso do governo federal com a Educação Pública tem sido evidenciada, ao longo dos mais de 2 meses de greve dos docentes federais, pela falta de avanço nas negociações entre o Fórum dos Servidores Públicos Federais, do qual o ANDES-SN faz parte,  e a  Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SRT/Mpog) – que insiste em pautar o reajuste de 21,3%, parcelado em quatro anos -, e, principalmente, pela ausência de diálogo entre o movimento docente em greve e o Ministro da Educação, que, até o momento não compareceu a nenhuma reunião com o Comando Nacional de Greve do Sindicato Nacional. As reuniões, realizadas, até o momento, com o secretário da Sesu/MEC, responde por escrito à pauta dos docentes, mas não atendem a nenhuma das reivindicações da greve. Enquanto isso, a Educação é novamente atingida por cortes no orçamento, agora da ordem de R$ 1 bilhão.

No dia 31 de julho, o ANDES-SN e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) protocolaram, mais uma vez, no MEC um ofício solicitando reunião com o Ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, reafirmando a disposição de ambas entidades no avanço das negociações, visto que até o momento não houve resposta efetiva à pauta específica das categorias.

Leônidas de Santana Marques, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), conta que a rodada de assembleias gerais, realizadas pelas seções sindicais do ANDES-SN, entre os dias 24 e 31 de julho avaliaram a conjuntura atual da greve dos docentes nas instituições federais de ensino (IFE) e a contraproposta de reajuste linear de 19,7% em uma única parcela para 2016, elaborada a partir de um estudo realizado pelo Fórum dos SPF. “Até o momento, foram realizadas várias assembleias gerais das 41 seções sindicais em greve. A maioria já sinalizou positivamente em relação à contraproposta elaborada pelo Fórum dos SPF, mas reafirmaram os demais índices da pauta específica da categoria docente. Isso mostra que os docentes estão dispostos ao diálogo e querem negociar”, afirma.

Docentes intensificam atividades de mobilização de 3 a 7 de agosto

Entre os dias 3 e 7 de agosto, os docentes federais em greve irão realizar uma série de atividades como forma de ampliar as mobilizações e fortalecer a organização da categoria para pressionar o governo pela efetiva negociação da pauta específica e da pauta geral. Uma das mobilizações da qual os docentes irão participar será a Marcha dos SPF, em Brasília, no dia 6 de agosto. “Nesse dia, vamos ampliar a pressão sobre o governo, para transformar essa pressão a favor das nossas pautas. A greve tem sido noticiada cotidianamente, e para nós, isso é um indicativo de que a sociedade começa a perceber a centralidade da nossa luta” diz Marques. Nesse dia, o Fórum dos SPF, do qual o ANDES-SN faz parte, exigirá uma nova reunião com a Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Além disso, de acordo com o Comunicado Especial do Comando Nacional de Greve, os docentes devem intensificar a investigação sobre os impactos dos cortes de recursos nas Instituições Federais de Ensino, exigindo a “abertura de contas” por parte das reitorias. A recomendação é de que os docentes construam atividades nas IFE (“Abre as contas, Reitor(a)”), também no dia 6 de agosto, para cobrar a abertura das contas e a publicização dos impactos dos cortes no funcionamento das atividades acadêmicas. Os atos devem ser realizados junto aos estudantes e técnico-administrativos nos prédios das reitorias. 

“Por um lado, existe um discurso da maior parte das administrações centrais das Reitorias que amenizam as consequências dos cortes, dizendo que não estão afetando o cotidiano das universidades; por outro lado, nós, trabalhadores, temos visto estrangulamento nos setores essenciais que determinam o funcionamento dessas instituições. Por isso, os reitores precisam superar a superficialidade e mostrar, de fato, como os cortes têm prejudicado as universidades. Com isso, conseguiremos construir uma ampla campanha, mais fundamentada e mais propositiva, para frear os cortes”, finaliza o docente.

O comunicado aponta ainda a importância de massificar o envio de e-mails (“Chuva de emails”), entre os dias 5 e 6 de agosto, ao Ministro da Educação (email: gabinetedoministro@mec.gov.br) como forma de pressioná-lo a dar respostas às reivindicações dos docentes e ampliar o uso, através das redes sociais, das hashtags #dialogajanine# e/ou #falasériojanine.
Confira aqui os encaminhamentos do Comunicado Especial do Comando Nacional de Greve.

Fonte: ANDES-SN



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