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Estudantes da Federal Fluminense ocupam reitoria



Data: 27/05/2015

Os estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) ocuparam na tarde desta quarta-feira (27) a reitoria da instituição. Eles reivindicam melhores condições de estudo e criticam o reitor da universidade, Sidney Mello, por não comparecer à reunião do Conselho Universitário (CUV) marcada para a manhã desta quarta para debater as propostas dos três segmentos – docentes, técnicos e discentes – para enfrentar a crise da UFF. As três categorias da universidade decidiram entrar em greve nessa semana.

Em grande número na reunião do Conselho, – inclusive com representação de cursos como Medicina, Direito, Economia e Odontologia, onde o movimento estudantil encontra mais dificuldade de mobilização – os estudantes lembraram que se o corte no orçamento é recente, os problemas na UFF por conta da expansão precarizada são antigos. Citaram as péssimas condições de funcionamento da moradia estudantil em Niterói, o fechamento do bandejão do campus da Praia Vermelha, a fila de 1h30 no almoço e na janta no bandejão do Gragoatá, as diversas obras do Reuni sem conclusão e a interiorização precarizada da universidade, que, nos outros campi, ao contrário da sede, não conta nem com moradia estudantil, nem com restaurante universitário.

“Toda última quarta-feira do mês é a mesma coisa. O reitor não vem ao Conselho Universitário e manda qualquer um para falar por ele. Mas é ele, como reitor, quem deve se posicionar de forma crítica ao MEC. Se o Sidney vive falando que o problema é do governo federal que não manda dinheiro para a Universidade, cadê a UFF enfrentando as políticas educacionais do governo federal. Não enfrenta e não se posiciona porque é cúmplice do projeto educacional do governo”, ressaltou a estudante de Serviço Social, Marianne Medeiros.

A presidente da Associação dos Docentes da UFF (Aduff – Seção Sindical do ANDES-SN), Renata Vereza, lamentou que a reunião do CUV tenha sido esvaziada pela administração da universidade num momento tão importante de diálogo e repudiou a decisão da mesma de fechar preventivamente o prédio da reitoria, uma forma de criminalizar o movimento social e a greve. A docente também aproveitou o espaço para cobrar, mais uma vez, da reitoria a abertura das contas da universidade e dos contratos dos trabalhadores terceirizados. “Se existe uma crise na Universidade, porque essa crise não pode ser administrada de forma democrática, colocando os problemas publicamente e investindo no diálogo entre a administração e a comunidade acadêmica?”, questionou.

Ato na reitoria do Colégio Pedro II

Na terça-feira (26), os estudantes dos campi São Cristóvão II e III pararam o Colégio Federal Pedro II (CPII) com um ato. A atividade, organizada pelo Grêmio de São Cristóvão, promoveu um grande piquenique na rua em frente à reitoria do colégio (e depois no hall do gabinete do reitor) em protesto contra a terceirização (muitos servidores terceirizados do CPII encontram-se sem salários), a falta de merenda e problemas graves de infraestrutura nos campi. Estudantes presentes ao protesto relataram que falta tudo: desde papel higiênico nos banheiros, até folhas de papel para imprimir provas.

* Edição de ANDES-SN com informações de Sindscope. Imagens de Aduff-SSind e Sindscope

Fonte: Aduff-SSind



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