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Reitor da Unifap irá revogar portarias ilegais no campus Oiapoque



O reitor da Universidade Federal do Amapá (Unifap) comunicou que revogará as portarias publicadas pelo diretor do campus Oiapoque que prejudicam o trabalho docente na instituição. O anúncio, considerado muito importante pelos diretores do Sindicato dos Docentes da Unifap (Sindufap-SSind) e pelos professores do campus Oiapoque, foi feito durante reunião que expôs ao reitor a situação problemática vivenciada naquela localidade.

No encontro, os docentes relataram ao administrador da universidade que portarias publicadas pelo diretor do campus, em especial a 03/2014, procuravam disciplinar o trabalho dos professores, desrespeitando direitos previstos no estatuto e no regimento da Unifap. Os presentes também afirmaram que a Portaria 03/2014 estabelecia que os docentes devem trabalhar para além de suas atividades regulares previstas.

Entre os outros problemas apontados pelo Sindufap e pelos professores do campus Oiapoque está a interferência da direção do campus na autonomia dos órgãos colegiados e em sua composição, além da obrigatoriedade de todos os docentes que queiram sair da cidade, mesmo em dia de folga ou de férias, solicitem autorização da administração do campus.

Segundo informe do Sindufap, a reitoria concordou com todos os posicionamentos apresentados e ainda disse desconhecer tais portarias. Falou que é necessário criar um ambiente universitário de construção coletiva, que tenha participação de toda a comunidade. Ressaltou que entende inclusive ausência de fundamentação legal nas três portarias baixadas pelo diretor do campus do Oiapoque e que, portanto, trabalhará para revogá-las ou anulá-las. Também se comprometeu a realizar, em caráter de urgência, eleição direta para escolha da direção do campus.

Tadeu Lopes Machado, um dos docentes que ministra aulas no Oiapoque e esteve presente na reunião, afirmou que as portarias não têm fundamentação legal e que, portanto, era importante tal posicionamento da administração da Unifap. “Nos sentimos amedrontados pelas medidas autoritárias da direção do campus. Essas medidas ameaçam o trabalho docente e sua autonomia”, concluiu Machado.

*Com informações de Sindufap-SSind.

Fonte: ANDES-SN



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