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Professores da Ufam retiram indicativo de greve, mas mantém mobilização



Após duas horas de debate, os professores da Universidade Federal do Amazonas decidiram retirar o indicativo de greve sem data, mas manter a mobilização. A decisão foi tomada em Assembleia Geral realizada na tarde desta sexta (23), na sede da ADUA, em votação apertada: 38 votos contra o indicativo, 36 a favor e uma abstenção. A categoria também aprovou a ampliação do Comando Local de Mobilização (CLM), para realização de atividades em todas as unidades acadêmicas. A intenção é ampliar o debate sobre a pauta da categoria.

Na AG anterior, realizada no dia 8 deste mês, os docentes haviam aprovado indicativo de greve sem data. Apesar de terem recuado a respeito da manutenção do indicativo, os professores entendem que não faltam motivos para a deflagração de greve, mas avaliam que é necessário, antes disso, intensificar a mobilização em defesa da categoria e da universidade pública e de qualidade.

Nos últimos anos, sobretudo após a implantação do Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), o governo ampliou as vagas nas universidades, mas não aumentou o quadro de trabalhadores das instituições – professores e técnico-administrativos –, nem deu condições adequadas de trabalho, ocasionando um processo de sucateamento dessas instituições.

Da mesma forma, não avançou nas negociações sobre a pauta de reivindicação dos docentes, o que resultou na greve de quatro meses em 2012. Para completar, assinou acordo com um sindicato governista, que representa menos de 5% da categoria, alardeando, naquela ocasião, a concessão de 15% para a categoria, escalonado em três anos, cujo percentual já foi corroído pela inflação.

Por isso, os docentes decidiram ampliar o espaço de debate sobre essa conjuntura nacional e local. O próximo encontro está marcado para terça-feira (27), às 9h, na seção sindical, para planejamento e organização das atividades de mobilização previstas para ocorrer na capital e nas unidades de fora da sede da Ufam. A reunião, voltada para integrantes do CLM, pretende reunir também outros professores para fortalecer o movimento.

No dia seguinte (28), os docentes da Faculdade de Medicina paralisarão as atividades de ensino, para participar às 8h, no Auditório Dr. Zerbini, de uma reunião ampliada, com técnico-administrativos e estudantes, para debater os problemas da universidade. A categoria indicou ainda a necessidade de construir um estado de “mobilização permanente”.

Na AG desta sexta (23), os docentes avaliaram ainda a necessidade de incluir os outros segmentos da comunidade acadêmica na discussão sobre a pauta reivindicatória em defesa da universidade pública, gratuita e socialmente referenciada. Entre as reivindicações estão: melhores condições de trabalho, valorização profissional, respeito à autonomia universitária e mais investimento na educação pública.

Fonte: ADUA



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