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Kiss: aprovada moção de apoio a familiares de vítimas



O 33º Congresso do ANDES-SN, que ocorreu de 10 a 15 de fevereiro em São Luís (MA), com a participação de mais de 400 docentes, aprovou na madrugada do último dia 16, durante a plenária de encerramento, uma “moção de apoio” aos familiares de vítimas da tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria.

A proposição foi da diretoria do Sindicato Nacional e o encaminhamento dessa moção tem como destinatários o governador do estado, Tarso Genro, o prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer, o Ministério Público do RS e os integrantes do Movimento Santa Maria do Luto à Luta. Ao todo foram 42 moções aprovadas no encontro.

Confira o texto aprovado na moção:

“Os delegados presentes no 33º Congresso do ANDES-SN, realizado em São Luís (MA), no período de 10 a 15 de fevereiro de 2014, vêm através desse documento, expressar o apoio da categoria dos docentes de ensino superior à luta de parentes das 242 vítimas fatais na tragédia da boate Kiss, ocorrido há um ano na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Após um ano do acontecido, o posicionamento do judiciário tem se mostrado como uma cortina de fumaça, protegendo as pessoas apontadas como réus pelas investigações realizadas pela polícia civil. Temos claro que uma série de fatores resultaram na tragédia, desde a superlotação de um espaço localizado em uma região superpovoada, fiscalização precária e/ou negligente tanto de prefeitura e corpo de bombeiros, uso de acessórios pirotécnicos no palco, até o uso de equipamentos inflamáveis no revestimento acústico.

Mesmo com todas as irregularidades, ninguém mais está preso e o Ministério Público do RS prima em livrar e blindar autoridades, retirando-as do indiciamento, mesmo que haja uma série de questionamentos não respondidos. Ao contrário disso, aumenta a cada dia a pressão para que as pessoas e entidades que buscam por justiça abandonem a luta, através de constrangimentos e ameaças veladas ou não, além de ter sido deflagrada uma perversa campanha pelo silêncio e retorno a uma “normalidade” impossível.

Reafirmamos nossa solidariedade  às entidades que lutam para que a justiça seja feita, com o indiciamento de todos que, de um modo ou outro, tenham colaborado direta ou indiretamente com a tragédia. Que sejam avaliadas as responsabilidades e que lhes sejam destinadas as respectivas e adequadas punições. Ressaltamos que nos mantemos em luta e que defenderemos o respeito à memória das vítimas e a realização da justiça.”

Fonte: Sedufsm



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