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Audiência discute soluções emergenciais para o HUGG, no Rio de Janeiro



Após muita pressão, a Comissão dos Três Segmentos conseguiu agendar com a reitoria da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) uma audiência para discutir soluções emergenciais para a crise do Hospital Universitário Gafrée e Guinle (HUGG).
 
A discussão acontece nesta sexta-feira (10), na reitoria, e reunirá professores, técnicos, estudantes e a administração da universidade. A expectativa da diretoria da Adunirio, Seção Sindical do ANDES-SN, é de que a audiência sirva para que se firmem acordos em prol do estabelecimento de mecanismos mais democráticos de gestão do HUGG, da contratação de servidores públicos para o hospital universitário em Regime Jurídico Único e da reabertura das enfermarias que se encontram fechadas.
 
Entre as medidas que apontam no sentido da efetivação de uma democratização participativa, a diretoria da Adunirio espera garantir a reativação do Conselho Gestor do HUGG, espaço mais amplo de participação, e a realização de eleições para a direção da unidade. O atual processo de escolha, por meio de indicação da reitoria, acaba por alinhar a direção do hospital às políticas definidas pela cúpula administrativa da Unirio, distanciando a comunidade acadêmica em geral do debate amplo e necessário.
 
A possibilidade de se ter um processo democrático, com mais autonomia em relação à reitoria e mais legitimidade na escolha da direção do hospital pela comunidade acadêmica, assim como a contratação de funcionários para suprir as demandas da unidade, são realidades possíveis, como tem demonstrado a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A UFRJ garantiu a realização de concurso para novos técnicos e elegeu um diretor para o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, contrário à política da reitoria de aderir à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
 
Mobilização contra a Ebserh

A realização da audiência é fruto de um processo de mobilização e reivindicação da comunidade acadêmica, que tem demandado mais abertura da reitoria para o diálogo e promoção de espaços de debate sobre alternativas para o hospital universitário. No ano de 2013, o reitor Jutuca e a administração optaram por se ausentar dos debates promovidos pela Comissão dos Três Segmentos, contrariando a orientação do Ministério Público, que defendeu o engajamento das instâncias superiores da universidade no debate público sobre o HUGG e a Ebserh.
 
Em dezembro de 2013, pela segunda vez, a reitoria foi obrigada a recuar em sua tentativa de impor a adesão à Ebserh na Unirio, sem o devido debate sobre os caminhos possíveis para solucionar a crise do HUGG. A mobilização da comunidade acadêmica levou ao Conselho Universitário a insatisfação com a forma como vem sendo conduzido o processo e conseguiu garantir a suspensão da sessão extraordinária prevista para deliberar sobre o tema.

* Com edição do ANDES-SN


Fonte: Adunirio - Seção Sindical



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