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  06/11/2026



Estudantes cobram retorno imediato do Passe Livre em Manaus



Divulgação UEE-AM 

 

A juventude estudantil do Amazonas segue em resistência pela retomada do Passe Livre Estudantil em Manaus, suspenso pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) desde a última segunda-feira (2). A União Estadual dos Estudantes (UEE-AM), a União dos Estudantes Secundaristas do Amazonas (Uesa) e a União Nacional dos Estudantes (UNE), em conjunto com centros acadêmicos e grêmios estudantis, intensificarão a mobilização nos próximos dias, com uma ação por catraca livre no domingo (8), para que as e os estudantes que realizarão a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não sejam ainda mais prejudicadas(os).

 

Após resistirem por mais de 24 horas em ocupação na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), as entidades estudantis protocolaram, nesta sexta-feira (6), uma denúncia no Ministério Público referente ao descumprimento da ordem judicial por parte do Sinetram. O movimento também pressionará a Câmara Municipal para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar os recursos públicos destinados ao Sinetram.

 

Na quinta-feira (5), foi realizada uma audiência pública para denunciar a suspensão do benefício e reivindicar sua ampliação para o ensino superior, porém, nem representantes do Sinetram nem do governo estadual compareceram para diálogo.

 

Na quarta-feira (4), as entidades estudantis ingressaram com uma Ação Civil Pública conjunta com a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM). A Justiça concedeu liminar determinando que o Sinetram restabeleça os créditos em até 24 horas após a intimação, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Apesar da decisão judicial, as e os estudantes continuam sem acesso Passe Livre. O Sinetram alega a existência de repasses pendentes referentes a 2025, enquanto governo do estado sustenta que os pagamentos de 2026 estão regularizados.

 

Segundo informações divulgadas pelo Amazonas Atual, o juiz Ronnie Frank Torres Stone determinou, nesta sexta-feira (6), o bloqueio de R$ 5 milhões do Sinetram.

 

Em Carta Aberta direcionada à Aleam, ao Governo do Estado e ao Ministério Público (MP-AM), a entidades estudantis UEE-AM e a UESA classificaram a suspensão do Passe Livre como uma violação aos direitos constitucionais à educação e à mobilidade urbana.

 

Além da volta imediata desse direito conquistado históricamente por meio da luta estudantil, o documento apresenta três exigências principais: A retomada do Passe Livre e sua ampliação para estudantes do Ifam e universitários; A regularização e fiscalização da merenda escolar nas unidades de ensino da capital e do interior; e a Criação do plano estadual de assistência estudantil, englobando transporte, alimentação e condições de permanência estudantil na escola ou na universidade

 

Em nota, a ADUA manifesta seu apoio classista à luta das e dos estudantes de Manaus e afirma que segue vigilante exigindo a imediata garantia “desse direito social, condição necessária para que a população estudantil de Manaus tenha acesso ao direito fundamental de estudar. O direito de ir e vir é também um direito educativo”.

 

Durante as ações, ao som de palavras de ordem como "O passe livre é nosso!" e "O passe livre não é esmola!", o movimento estudantil garantiu que permanecerá mobilizado até que o acesso transporte seja totalmente restabelecido.



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