
Foto: Sue Anne Cursino/ Ascom ADUA
Docentes sindicalizadas(os) ADUA, estudantes, sindicatos e representantes de movimentos sociais, ambientais e populares participaram, neste domingo (18 de outubro), de mobilizações em Manaus e Parintins. As atividades reuniram apoiadoras(es) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e incluíram caminhadas, discursos, adesivaço e carreata.
Entre as pautas presentes nos atos estiveram a defesa da democracia, da educação pública, da soberania nacional, da Zona Franca de Manaus, a proteção das mulheres e das crianças, dos direitos sociais e dos territórios indígenas. Também houve manifestações relacionadas ao fim da escala de trabalho 6x1 e críticas a propostas de cortes de recursos públicos.
Manaus
Na capital amazonense, a mobilização ocorreu no Parque dos Gigantes, na Zona Leste, e contou com caminhada e pronunciamentos de representantes de movimentos sociais, ambientais, indígenas, estudantis e sindicais.
Faixas, cartazes e camisetas exibiam mensagens em defesa da educação pública, da Constituição Federal, da liberdade religiosa, dos territórios indígenas e da soberania nacional. A participação de entidades estudantis, entre elas a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Estadual dos Estudantes do Amazonas (UEE-AM) e a Associação de Pós-Graduandos do Amazonas (APG-AM), também marcou o ato.
A defesa do ensino público em todos os níveis, especialmente da educação superior, esteve entre os temas abordados nos discursos. Participantes também manifestaram preocupação com os efeitos de medidas e propostas associadas à extrema direita sobre as políticas públicas, como um “tesouraço” de R$ 250 bilhões em recursos da União.
Cartazes e falas expressaram críticas ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e à possibilidade de interferência do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, na política brasileira. Também foram exibidas mensagens críticas à relação entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que está sendo investigado por envolvimento em fraudes financeiras escândalos sobre aposentadoria.
As vítimas da pandemia de Covid-19 foram lembradas durante a manifestação. Um dos cartazes trazia a mensagem: “716.600 vidas perdidas para Covid-19. Que a memória delas guie o nosso voto”.
A presidenta da ADUA, Ana Lúcia Gomes, participou da caminhada e comentou a mobilização na Zona Leste de Manaus. “Estamos na Zona Leste de Manaus, um bairro muito importante da cidade, mostrando para o Brasil inteiro que nós não vamos deixar um miliciano no poder, que a gente vai resistir até o último minuto. No dia 25, nós, amazonenses, vamos virar esse jogo. É Lula, é 13!”, afirmou.

Foto: Divulgação

Foto: Sue Anne Cursino/ Ascom ADUA
O estudante secundarista José Sabino de Souza, da rede pública estadual, também destacou a importância da liberdade religiosa e da laicidade do Estado em sua decisão política. “Reeleger Lula é deixar que a nossa luta possa continuar. Eu sou estudante de uma escola estadual e de uma religião de matriz africana, convivo com todos os problemas e perigos da nossa sociedade e do nosso estado. Se não fosse por conta do Lula, nem a liberdade de falar seria possível. Eu não consigo ver esperança em um candidato que fala que o país é de ‘tal Deus’ e não um país laico e aberto a todas as crenças. Por isso, eu acredito que Lula deve ser reeleito, para que todos possam expressar as crenças que tiverem”, declarou.
A administradora Daniele Farias, que atua na área da saúde, relacionou sua participação à defesa da democracia, da ciência e da pesquisa no país. “Eu trabalho na área da saúde e sei da importância da saúde, da inovação, da pesquisa para o nosso país e do desenvolvimento da nossa ciência. Então, o Lula é um presidente que olha por esse lado, ele preza pela ciência, ele dá valor para o nosso país. Já o adversário dele quer entregar o país na mão de outras pessoas que não vão cuidar da gente como Lula cuida”, afirmou.

Foto: Sue Anne Cursino/ Ascom ADUA

Foto: Sue Anne Cursino/ Ascom ADUA
Parintins
Em Parintins, a mobilização também ocupou as ruas. Foram realizados um adesivaço nas proximidades do Bumbódromo e uma carreata pelas vias da cidade, com a participação de docentes sindicalizadas(os) à ADUA, estudantes e representantes de movimentos sociais, ambientais e populares.
Entre as mensagens exibidas nos cartazes, uma destacava a dimensão da escolha eleitoral: “Não é apenas um voto. É a escolha entre a preservação e a destruição”.

Foto: Tiffany Leal
A 1ª secretária da ADUA, Valmiene Florindo Farias Sousa, destacou a participação da entidade na mobilização. “A ADUA se somou a mais um ato pró-Lula, junto com movimentos sociais e juventude parintinense. No ato, lideranças quilombolas, indígenas e de mulheres reforçaram a necessidade de manter a mobilização nas ruas e nas redes para dialogar com indecisos e com quem se absteve de votar no primeiro turno. As falas apontam a urgência da vitória de Lula nas urnas para manter a democracia no Brasil”.

Foto: Divulgação
A programação em Parintins incluiu caminhada e distribuição de materiais de campanha. A participação de diferentes segmentos sociais também marcou a mobilização, que reuniu referências às cores dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido e às cores da bandeira brasileira.
Mobilização para o segundo turno
As entidades e os movimentos envolvidos também planejavam novas atividades de mobilização até a data da votação do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
Fontes: ADUA com informações de Brasil de Fato e ANDES-SN
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