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  09/10/2026



Estudantes e docentes da Ufam fazem caminhada pró-Lula e em defesa da universidade pública até o bairro Coroado em Manaus



 

Na manhã da quinta-feira, 8 de outubro, a comunidade acadêmica da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) realizou um grande ato público em defesa da universidade pública, moradia, alimentação e saúde, além de declararem apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva no processo eleitoral. Com palavras de ordem como “trabalhador, olha pra cá, eu tô na rua pro seu filho estudar!” e “trabalhador, presta atenção, a 6x1 só é boa pro patrão”, docentes, estudantes e Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) realizaram uma caminhada, saindo da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da UFAM, percorrendo as Avenidas Rodrigo Otávio e Beira Rio, no bairro Coroado.

 

O trajeto permitiu o diálogo direto com manifestantes, moradores e trabalhadores que transitavam pela região sobre a importância das pautas sociais e do projeto defendido pelo governo Lula. A mobilização contou com a participação da União Estadual dos Estudantes do Amazonas (UEE/AM), do Diretório Central dos Estudantes da UFAM (DCE-UFAM), da Associação de Pós-Graduandos e Pós-Graduandas da Universidade Federal do Amazonas (APG-UFAM), da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (ADUA) e do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), além de coletivos sociais, ambientais e partidos políticos. 

 

 

A presidente da ADUA, professora Ana Lúcia Gomes, destacou a relevância do engajamento eleitoral da comunidade universitária durante a mobilização.  “Nós temos a responsabilidade de defender a educação pública. Temos um papel muito importante nessa eleição. É muito bonito ver a população saindo às ruas para mostrar que podemos mudar os rumos desta eleição e reeleger o presidente Lula. É fundamental que a população, principalmente os estudantes, se movimente. Precisamos conquistar mais votos e virar o resultado dessa eleição. Acreditamos que podemos fazer a diferença e que não podemos ficar calados nem esperando. Vamos às ruas e às redes sociais defender um governo que olha para os mais carentes, o meio ambiente e a educação, fazendo refletir quem votou nas atrocidades do bolsonarismo. Vamos à luta!”

 

Ao ouvir a aproximação da caminhada, a moradora do bairro Coroado, Maria Helena Corrêa, saiu de casa para demonstrar apoio. Ela é mãe de uma estudante de Pedagogia da Ufam e frisou o papel da instituição. “Eu gostei muito da manifestação porque é para os moradores daqui do Coroado abrirem os olhos. A minha filha, graças a Deus, conseguiu entrar na UFAM, claro que pelo mérito dela de estudar e ser aprovada, mas com essa situação da escolha do presidente, conforme for a escolha, todo mundo já está ciente de que a universidade está em risco. Querendo ou não, o Lula luta pela liberdade, pela inclusão e pelo povo brasileiro que é de baixa renda, para poder ser alguém na vida”, afirmou. 

 

Maria Helena também destacou o impacto das políticas de assistência social na vida das famílias vulneráveis. “Infelizmente tem gente no Brasil que não vê com bons olhos os benefícios que o governo tem para a gente, como no caso do Bolsa Família. O pessoal fala que quem recebe Bolsa Família é preguiçoso. Mas, se eles procurarem saber sobre os benefícios de outros países, vão ver que tem muitos países que recebem benefício para o povo ter uma segurança e qualidade de vida”. 

 

 

Integrante do Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas (Meiam), Izabel Munduruku ressaltou que a presença dos estudantes indígenas no ensino superior resulta de ações afirmativas consolidadas nas gestões progressistas e na organização dos movimentos sociais.  “É muito importante neste momento que a gente faça essa defesa da universidade pública e defesa da saúde pública, porque Flávio Bolsonaro não ameaça só os direitos dos povos indígenas e o direito da população quilombola, ele ameaça o direito constitucional do cidadão brasileiro. E nós, estudantes indígenas, nos mobilizamos contra este momento em que a extrema direita, representada pela família Bolsonaro, tenta instituir uma política de dominação no território brasileiro. Nós, estudantes indígenas nos mobilizamos, juntos aos demais universitários, na defesa da universidade pública de qualidade e socialmente referenciada”.

 

 

Participando também da caminhada, o professor da UFAM, Marcelo Seráfico, analisou a dimensão política do ato para a organização democrática dos trabalhadores.  “É uma reação dos estudantes, professores e técnicos para a organização política num momento muito delicado da história do país. Aqui estão todos superando eventuais divergências e definindo como prioridade a defesa daquele único candidato que promete garantir os direitos constitucionais. É uma mobilização voltada não apenas para a eleição do presidente, mas que pode ser um momento importante da organização dos trabalhadores e dos estudantes para qualquer cenário que venha por aí”, declarou. 

 

Representando os estudantes de graduação, a aluna do curso de Ciências Sociais e compositora, Elenilda Maciel, enfatizou o dever coletivo de preservar conquistas estudantis. “Lutar pelos direitos é isso. É preciso ir para as ruas e ter certeza de que pode ter o seu direito garantido. A população tem vez e tem voz, e nós estamos aqui para dar esse recado”.

 

A ADUA e os coletivos acadêmicos afirmaram que manterão o calendário de mobilizações contra o avanço da extrema direita no país, nas ruas, nas redes sociais e nas urnas.

 

 

 

Fotos: Daisy Melo/ Ascom ADUA

 

Fonte: ADUA 

 

 



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