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  08/09/2026



Defesa do meio ambiente, moradia e direitos das mulheres marcam o 32º Grito dos Excluídos e Excluídas em Manaus



 

A defesa da vida das mulheres, o combate à crise climática e a luta por moradia e trabalho digno deram o tom da 32ª edição do Grito dos Excluídos e das Excluídas, realizada neste 7 de setembro, em Manaus.

 

Com o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, a mobilização popular reuniu movimentos sociais, ambientais, sindicais e organizações religiosas neste 7 de setembro. A programação teve início às 8h, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), com mesas temáticas, missa e feira popular, e foi encerrada com uma caminhada e ato público na rotatória do Coroado.

 

A ADUA esteve presente e enfatizou a defesa dos direitos democráticos no país e a valorização da carreira docente.

 

“É uma luta popular que nos leva a manter a firmeza na denúncia da precariedade da mobilidade urbana, da falta de políticas habitacionais e das condições de trabalho dos docentes e das docentes, além do silêncio do poder público diante da violência sofrida cotidianamente pela população. O nosso grito neste dia de luta é a nossa indignação e repúdio às condições sociais em que vive a maior parte da população na Amazônia. Sigamos firmes!”, afirmou o 1º vice-presidente da ADUA, Raimundo Nonato da Silva.

 

 

O 2º vice-presidente da Seção Sindical, professor José Alcimar, convocou a união de todos para a resistência: “Cada um de nós aqui tem que se transformar em dez, em cem, em mil para resistir. Em cada rua, em cada praça, em cada paróquia, em cada igreja. A luta continua. Para que possamos existir, é necessário resistir”.

 

 

Nos cartazes, as mensagens pediam a defesa da vida das mulheres, denunciando o feminicídio e a desvalorização profissional feminina. As faixas também afirmavam o direito à moradia, a luta por trabalho digno, com o fim da escala 6x1, e chamavam a atenção para as mudanças climáticas.

 

  

 

Além das pautas sociais e ambientais, os cartazes exibidos no ato também faziam menção direta às Eleições de 2026 com a frase estampada: “Estamos de olho”. A iniciativa buscou alertar a população sobre a importância de analisar criticamente o histórico e as propostas dos candidatos e das candidatas. Durante os discursos, as lideranças ressaltaram o papel da consciência política e enfatizaram que a compra e venda de votos é crime eleitoral.

 

O representante do Fórum das Águas e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) destacou a urgência das pautas ambientais: “O calor extremo que estamos vivendo não é normal. Normais são os fenômenos da natureza, mas o modelo produtivo intensifica a crise climática. E quem sofre com isso é a população pobre, pois as políticas públicas não chegam aos territórios. A origem disso é o modelo produtivo do agronegócio. Precisamos falar dos nossos problemas de forma coletiva. Ninguém se salva sozinho, a gente se salva junto. O que estamos propondo aqui é a construção de outra sociedade, de esperança e valores socialistas. É preciso politizar a crise climática”, declarou.

 

 

Realizado anualmente desde 1995, o Grito dos Excluídos e das Excluídas reúne organizações sociais em todo o país para denunciar as desigualdades e propor caminhos para uma sociedade mais justa e soberana.

 

Fonte: ADUA

 

Fotos: Sue Anne Cursino/ Ascom ADUA 



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