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Foto: Reprodução/FNCPS
O ANDES-Sindicato Nacional esteve presente no 11º Seminário Nacional e no 2º Seminário Internacional da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde (FNCPS), realizados na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), entre os dias 12 e 15 de agosto de 2026, em Maceió (AL). O tema central do evento foi "A privatização da saúde e as ameaças ao sistema público e estatal: resistência à mercantilização da vida na América Latina e Caribe".
Os seminários foram organizados conjuntamente pela FNCPS, pelo Grupo de Pesquisa e Extensão Políticas Públicas, Controle Social e Movimentos Sociais (PPGSS-UFAL) e pelo Fórum Alagoano em Defesa do SUS. Os debates contaram com a presença de docentes, pesquisadores, estudantes e representantes de movimentos sociais de diferentes países, incluindo Brasil, Argentina, Bolívia e Itália.
Entre as pautas discutidas, destacaram-se o avanço do imperialismo, o fundamentalismo neoliberal, as contrarreformas sanitária e psiquiátrica e a destinação de emendas parlamentares, além das implicações desses processos na determinação social da saúde e no aprofundamento da exploração e precarização do trabalho.
A 1ª vice-presidente da Regional Sul e integrante da coordenação do Grupo de Trabalho de Seguridade Social e Assuntos de Aposentadoria do ANDES-SN (GTSSA), Fernanda Mendonça, avaliou que a atividade se consolidou como um momento estratégico para a defesa das políticas sociais frente às recentes transformações políticas e econômicas. "Para além das modalidades já conhecidas, como terceirizações, organizações sociais, fundações privadas, parcerias público-privadas e expansão da atuação empresarial na prestação de serviços, observa-se uma crescente presença da lógica privada na gestão, no financiamento e na organização do SUS", detalhou.
A docente alertou ainda para as consequências diretas do uso de emendas parlamentares nos serviços de saúde locais e nacionais. "A destinação de parcelas cada vez mais significativas dos recursos públicos segundo decisões individuais ou de bancadas parlamentares pode fragilizar o planejamento sanitário, a definição de prioridades com base nas necessidades de saúde da população, a coordenação interfederativa e a capacidade de gestão do SUS", explicou.
No encontro, foi reforçada a importância da organização estratégica da classe trabalhadora, dos movimentos sociais, sindicais, acadêmicos e populares comprometidos com a defesa de um sistema público, estatal, universal, integral e equânime.
Fonte: ANDES-SN
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