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  08/01/2026



Sem anistia para golpistas - Tentativa de golpe no 8 de janeiro completa três anos



 

 

Há três anos as sedes dos Três Poderes, em Brasília (DF), foram atacadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em uma clara tentativa de derrubar o governo eleito. A ação foi uma das mais graves investidas contra o Estado Democrático de Direito desde o fim da ditadura empresarial-militar, tendo sido motivada por discursos golpistas e por uma campanha sistemática de desinformação.

 

No 8 de janeiro é preciso, portanto, voltar a denunciar esse atentado à democracia brasileira cometido pela extrema-direita bolsonarista. A data é um chamado à luta em defesa das liberdades democráticas e contra a anistia para todos os envolvidos na trama golpista.

 

Desde os ataques, o país vive um processo complexo e ainda em curso de responsabilização das(os) envolvidas(os) nos atos golpistas. Milhares de pessoas já foram condenadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa e dano qualificado ao patrimônio público. O Tribunal já responsabilizou 1.399 pessoas pelos crimes cometidos.

 

Em setembro do ano passado, a Primeira Turma do STF condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado por participação direta na tentativa de golpe de 8 de janeiro, além de outros crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e ataques ao patrimônio público.

 

Bolsonaro e sete aliados foram considerados parte do chamado “núcleo crucial” da tentativa de golpe, sendo a primeira vez na história que um ex-presidente eleito é condenado por crimes contra a democracia. A trama incluiu o planejamento de assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e o ministro do STF, Alexandre de Moraes. Atualmente, Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF).

 

Paralelamente às investigações, o Congresso discutiu propostas que tensionaram a relação entre os Poderes e fragilizou o enfrentamento aos crimes antidemocráticos. Uma delas é o chamado “PL da Dosimetria”, aprovado em tramitação acelerada no Senado, que altera critérios de fixação de penas e pode resultar na redução das condenações impostas às(aos) envolvidas(os) no ataque golpista.

 

O texto do PL foi vetado pelo presidente Lula neste dia 8. Especialistas, entidades da sociedade civil e movimentos sociais alertaram a sociedade que a medida funcionava, na prática, como uma anistia disfarçada, ao relativizar a gravidade dos crimes cometidos contra a ordem constitucional.

 

Não ao imperialismo! 

 

A data também foi escolhida para defender a soberania dos países latino-americanos e atacar qualquer tentativa de intervenção imperialista dos Estados Unidos, após operação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela, no último sábado (03), que culminou com o sequestro do presidente, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores, e 58 mortes. Em razão dos ataques dos EUA, diversas cidades brasileiras programaram atos para o dia 8, inclusive Manaus. 

 

A secretária-geral do ANDES-SN, Fernanda Maria Vieira, destacou que a ofensiva da extrema-direita integra um movimento articulado em escala internacional. “A extrema-direita, com características de neofascismo, vem avançando em suas pautas, especialmente no ataque aos direitos da classe trabalhadora. Esse cenário se torna ainda mais grave diante do papel desempenhado pelo atual governo de Trump, que aposta na retomada de um projeto de colonização para a América Latina, desafiando o direito internacional ao atacar a Venezuela”.

 

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