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  13/06/2022 - por Isaac W. Lewis



Brasil; Genocídio histórico em um país neocolonizado



 

O Brasil comemora oficialmente 200 anos da proclamação da independência de Portugal. Entretanto, os acontecimentos trágicos e dramáticos sofridos pelos indígenas em suas terras, pelos afro-brasileiros nos quilombos e nas favelas, por jornalistas e missionários/as comprometidos/as com a melhoria das condições de vida de indígenas, afro-brasileiros, trabalhadores sem terra ou sem teto, todos vítimas de violência praticada por forças armadas que supostamente existem para a proteção de povos anteriormente colonizados e explorados pelos colonizadores portugueses através de suas classes privilegiadas portuguesas e de suas classes favorecidas luso-brasileiras, demonstram que a proclamação da independência constituiu uma ficção, uma invenção produzida pela diplomacia do imperialismo britânico para usufruir das matérias primas produzidas pela colônia portuguesa e controlar a produção agrícola e comercial. Desse modo, os ideólogos britânicos não deveriam ficar perplexos quando cidadãos ingleses são baleados ou mortos nas favelas brasileiras, no rio Amazonas ou nos territórios indígenas da Floresta Amazônica, uma vez que os poderes políticos, militares, jurídicos e policiais luso-brasileiros existem desde o período colonial para coagir, perseguir e punir os povos nativos da América, da África, Ásia, além de colonos portugueses rebeldes com relação às determinações contidas nas Ordenações promulgadas pelo reis portugueses que discriminavam negativamente os povos nativos de continentes não-europeus.

 

Aprendemos com um personagem, Rafael Hitlodeu, criado por Thomas More (1478-1535), em seu livro “Utopia”, que, no início do século XVI, a Inglaterra estava se transformando radicalmente porque uma nova classe de comerciantes capitalistas estava açambarcando as terras do reino inglês para criar carneiros para produção de lã, visando atender sua ganância de lucros comerciais e industriais, expulsando famílias e mais famílias das terras, tornando-as miseráveis e famintas, levando alguns de seus membros a praticarem roubos e outros crimes e, consequentemente, a serem enforcados. Essa ação de açambarcamento ou de monopolização de terras vai ser exportada pelos colonizadores europeus para outros continentes em benefício das classes privilegiadas europeias, ignorando os direitos de ocupação dos povos nativos americanos pré-colombianos, africanos, asiáticos. Os colonizadores europeus praticaram crimes hediondos contra os nativos desses continentes, muitas vezes, aliando-se a nativos para massacrar os nativos que reagiam contra os colonizadores. No Brasil, a história desses crimes praticados contra os nativos apresenta-nos uma lição inestimável. No século XVII, os povos indígenas guaranis obtiveram do rei da Espanha o direito de usar armas de fogo contra os bandeirantes paulistas escravagistas. Foi dessa maneira que os portugueses, os mamelucos e  seus aliados indígenas aprenderam a não atacar covardemente as populações pacíficas que viviam nas missões jesuíticas. Entendemos que somente dessa maneira, as favelas, os quilombos, as terras indígenas poderão ser protegidas. Infelizmente, a partir da proclamação da independência, esses nativos foram destituídos do direito de se defenderem em seu território e, por isso, eles vêm sendo exterminados covardemente pelas forças políticas, militares, jurídicas, policiais e mercenárias luso-brasileiras que supostamente deveriam protegê-los. Em resumo, uma proclamação de independência é apenas uma proclamação e não uma ação revolucionária efetiva e radical de independência.

 

*Isaac Warden Lewis é professor aposentado da Faculdade de Educação/UFAM.

 







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