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  20/07/2021 - por Ana Cristina da Silva



Privatizar é destruir o patrimônio nacional e os serviços públicos



 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já declarou por várias vezes que por ele “todas as estatais” brasileiras seriam privatizadas e é com esse objetivo que o governo de Bolsonaro e Mourão vem tomando medidas para avançar com essa entrega criminosa do patrimônio nacional e dos serviços públicos para a iniciativa privada.

 

Bolsonaro sancionou, no último dia 13 de julho, o projeto que abre caminho para a privatização da Petrobras, a estatal responsável pela geração e fornecimento de energia no país. Um crime lesa-pátria que irá prejudicar a população, seja com o aumento das tarifas de energia, aumento do desemprego e o risco de apagões como o que atingiu o Amapá, no final do ano passado.

 

Para lembrar, a empresa privada que administra uma subestação do estado deixou todas as cidades amapaenses por quase 30 dias sem energia elétrica. Isso só aconteceu porque a empresa negligenciou a manutenção dos equipamentos da subestação para diminuir os custos de sua operação.

 

Já os Correios também estão na mira desse governo de ultradireita entreguistas e capacho do imperialismo e das grandes multinacionais. Bolsonaro encaminhou o Projeto de Lei 591 ao Congresso e pretende concluir a venda de 100% da estatal até o início do ano que vem. O texto pode ir à votação ainda este ano.

 

A entrega da Petrobras também avança a passos largos. O governo planeja vender cerca de 70% do pré-sal brasileiro, oito refinarias e todos os campos de petróleo de terra e águas rasas. Isso só vai trazer mais desemprego, menos desenvolvimento e nenhuma soberania nacional. O alto preço dos combustíveis e do gás de cozinha já é reflexo dessa política.

 

A lista inclui bancos públicos, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, a Casa da Moeda, Serpro, Dataprev, aeroportos, estradas, além de outras formas de passar o controle de serviços públicos, como o SUS e a  Educação, para a iniciativa privada, através de PPPs (parcerias público-privadas), Organizações Sociais, etc.

 

Vamos dizer não, lutar e barrar estes ataques. As privatizações trazem apenas prejuízos à população. Ao privatizar determinado serviço, o Estado entrega de bandeja à iniciativa privada e ao capital estrangeiro o controle e o lucro de determinado segmento. Os serviços pioram, os preços aumentam, prejudicando os mais pobres, também aumentam as demissões e perdemos em direitos e salários, e cresce a desigualdade social.

 

O dinheiro ganho pelas empresas privadas e internacionais não são direcionados para serviços à população e sim para aumentar os lucros desses empresários. Além disso, é conhecida a corrupção nas licitações e leilões de privatizações beneficiando políticos corruptos e empresários corruptores. Quando se privatiza serviços essenciais, perdemos educação, saúde e transporte públicos e de qualidade ficando à mercê dos vampiros do lucro.

 

Desde o governo Collor, passando por FHC, Lula, Dilma e Temer, o país perdeu importantes empresas públicas, como a Vale, a CSN, a Embraer e tantas outras. Agora, Bolsonaro, que é um capacho do imperialismo e das grandes multinacionais, quer “entregar tudo”.

 

Portanto, levantar a bandeira contras privatizações é uma tarefa necessária da luta dos trabalhadores brasileiros. Precisamos denunciar a entrega do patrimônio público e estatal aos quatro cantos. Nas redes sociais, em nossos materiais impressos, conversar com trabalhadores e trabalhadoras nos locais de trabalho. A campanha contra as privatizações não diz respeito somente aos que estão sendo atacados diretamente. Diz respeito a todos e todas nós.

 

*Ana Cristina da Silva é jornalista da CSP-Conlutas

**Texto publicado originalmente no site da CSP-Conlutas no dia 19/07/2021.







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