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  22/05/2020 - por Jonas G. da Silva



EUA, Rússia e Brasil: líderes da contaminação



O artigo apresenta os países mais preparados contra a Covid-19, e aponta que EUA, Rússia e Brasil poderão estar entre os cinco mais afetados antes do final de maio de 2020.

 

Uma pesquisa <https://ijier.net/ijier/article/view/2314> concluiu “mesmo que nenhum país esteja preparado para enfrentar epidemias e pandemias, entre os 16 países investigados, a Tailândia, a Finlândia, a Austrália, a Coreia do Sul, a Dinamarca e a Suíça são países que o Brasil deveria estudar para não repetir os cenários da China, dos EUA, da Itália e da Espanha”. Então, como encontrar os países mais preparados para enfrentar a pandemia? A resposta não é simples, o autor está recomendando uma análise diferente, onde os países mais preparados precisarão passar por pelo menos 10 filtros, a saber:

 

Filtro 1) Estar entre os 50 melhores no ranking NUMBEO Health Care Index 2020 <https://bit.ly/2yn6vbs>;

 

Filtro 2) Estar entre os 50 melhores no ranking Global Health Security Index 2019 <https://bit.ly/2xVJ4FU>;

 

Filtro 3) Estar entre os 50 melhores no ranking Global Innovation Index 2019, cuja classificação naquele ano focou nos países mais inovadores na área médica <https://bit.ly/3dyuLWW>;

 

Filtro 4) Estar entre os 50 melhores no ranking The Legatum Prosperity Index 2019, usando a categoria Health  <https://bit.ly/2SVAi1W>;

 

Filtro 5) Estar entre os 50 melhores no ranking internacional CEO World Health Care Systems 2019 <https://bit.ly/3fKxSNh>;

 

Filtro 6) Estar entre os 50 mais seguros contra covid19, no ranking internacional da Deep Knowledge Group <https://www.dkv.global/covid>, aqui o valor do score da metodologia deles foi dividido por 10 para que fique dentro do score de 0 a 100 adotados pelos demais rankings;

 

Filtro 7) Estar entre os 50 mais transparentes do planeta, no ranking internacional Corruption Perceptions Index 2019 <https://www.transparency.org/cpi2019 >;

 

Filtro 8) Estar entre os 50 melhores países em pelo menos 4 dos sete rankings internacionais citados;

 

Filtro 9) Ter pelo menos 60 dias de exposição à covid19, desde a 1a data em que foi divulgada oficialmente o 1o caso da doença, dando prioridade para países com mais tempo de enfrentamento. Este período se justifica por conta dos países mais críticos (EUA, Itália, Espanha, Irã, Alemanha e China) do mês de março/20 terem levado em média 54 dias para que o salto da covid19 tenha registrado valores acima de 6000 casos por dia;

 

Filtro 10) Estar com o menor índice de total de casos fatais por cada um milhão de habitantes em relação ao total de tempo de exposição do país com a pandemia.

 

E quais resultados obteve-se nessa abordagem?

 

Até o filtro 7, foram identificados 93 países, sendo os 10 melhores, por valor médio de score de 0 a 100, os seguintes países: 1o) Taiwan (74,5); 2o) Dinamarca (72,9); 3o) Holanda (71,1); 4o) Japão (70,2); 5o) Suíça (70); 6o) Finlândia (69,8); 7o) Austrália (69,5); 8o) Coreia do Sul (69,1); 9o) Reino Unido (69) e Austria (68,7). O Brasil ficou no 70o lugar com 49,3 pontos médios.

 

Quando se faz a simulação até o filtro 10, observou-se a seguinte classificação: 1o) Vietnã; 2o) Taiwan; 3o) Sri Lanka; 4o) Hong Kong; 5o) Tailândia; 5o) China; 6o) Cingapura; 7o) Malásia; 8o) Austrália; 9o) Japão e 10o) Coreia do Sul. Estes são os dez países que oficialmente estão conseguindo ter o menor número de casos fatais por cada um milhão de habitantes ao longo de todo o tempo de exposição, valendo destacar que com exceção de Hong Kong (77 dias), os demais têm mais de 104 dias de enfrentamento contra a covid19.

 

O período de análise dos dados é entre 31/12/19 até dia 10 de maio de 2020, sendo que o Filtro 9 é o coringa, pois no momento o pesquisador está fazendo várias simulações, como por exemplo, aplicar as premissas do filtro 9 em relação ao mesmo período de tempo para cada país, usando o seguinte raciocínio: os valores de todos os países após 60 dias (cenário 1), após 90 dias (cenário 2) e após 100 dias (cenário 3), assim as comparações são feitas mais corretamente.

 

Por outro lado, quais países poderão estar entre os cinco mais afetados do globo até o final de maio? observando o comportamento diário do número de casos divulgados no worldometers <https://www.worldometers.info/coronavirus/>, bem como a taxa de crescimento dos novos casos ao longo do tempo e as medidas adotadas pelos governantes dos países investigados, há evidências de que os países mais afetados sejam:

 

1o) EUA: este país se manterá por longo tempo na liderança, nos últimos 10 dias, apesar de ter uma taxa negativa de crescimento (-6,07) de novos casos/dia, o valor médio de casos é muito alto, 25480/dia, nesse ritmo findará o mês com mais de 1,8 milhão de pessoas afetadas. O valor médio de casos fatais/dia nos últimos dez dias foi de 1604, assim poderá terminar o mês com um pouco mais de 100 mil casos fatais;

 

2o) a Rússia tem avançado em ritmo muito rápido, nos últimos 10 dias tem um crescimento diário médio de novos casos na ordem de +4,86% com valor médio em torno de 10691 novos casos/dia. O valor médio de casos fatais nos últimos 10 dias é de 84 mortes, indo nesse ritmo poderá terminar o mês com mais de 430 mil casos, dos quais pelo menos 3100 serão fatais;

 

3o) Brasil avança com taxa de contaminação considerada alta. Nos últimos 10 dias, em média foram 7703 casos/dia com 552 mortes/dia. Indo nesse ritmo, poderá terminar mês de maio com um total de pelo menos 320 mil contagiados, dos quais pelo menos 22085 serão fatais. O quarto e quinto lugares poderão ser ocupados por Espanha, Reino Unido, Itália ou outro país que possa registrar aumento considerável de contaminação até o final do mês.

 

A previsão e os motivos da chegada do Brasil entre os 5 piores do planeta, até o final de maio/20, foram apresentados em pesquisa citada no início desse artigo, bastando informar que em comum, os EUA, Rússia e Brasil têm presidentes irresponsáveis, que ignoraram os alertas da comunidade científica, atacaram a OMS, espalhando fake news (somente Trump em março/20 espalhou mais de 32 fake news sobre a covid19), oxalá no futuro sejam colocados no banco dos réus para serem julgados e condenados pelo alto volume de vítimas que a pandemia deixará em seus países por conta de terem prevaricado e colocado a vida das pessoas em risco.

 

Por último, os dados envolvem o número de casos divulgados oficialmente pelos governos, sendo que o autor tem plena convicção de que não representam a realidade dos fatos, razão pela qual a situação é bem pior do que divulgado.

Foto: Lucas Silva

*Jonas G. da Silva é professor da Engenharia de Produção da Ufam. Atualmente, pesquisador visitante do Instituto de Pesquisa em Inovação da Escola de Negócios da Universidade de Manchester (RU). E-mail: jgsilva@ufam.edu.br

 



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