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  01/04/2025 - por Maria Rosária do Carmo



Mulheres na História: vozes que transformam o mundo



 

 

Maria Rosária do Carmo*

 

A história da humanidade é também a história das mulheres que ousaram desafiar as correntes do tempo. Elas foram guerreiras, intelectuais, cientistas, líderes e visionárias. Enfrentaram opressões, romperam barreiras e abriram caminhos para as gerações futuras. De Rosa Luxemburgo, que combateu injustiças sociais, a Evita Perón, que levou esperança às massas; de Golda Meir, que guiou seu povo em tempos sombrios, a Benazir Bhutto, que desafiou tradições e pagou com a vida por sua coragem.

 

No Brasil, a resistência feminina se manifesta desde os tempos coloniais. Clara Camarão empunhou armas na luta contra invasores holandeses, tornando-se símbolo da bravura das mulheres indígenas e afrodescendentes. Em um tempo em que mulheres eram silenciadas, Nísia Floresta ergueu sua voz pela educação feminina, desafiando um sistema que negava às mulheres o direito ao conhecimento. No mundo da música, Chiquinha Gonzaga rompeu padrões ao se tornar a primeira mulher a reger uma orquestra no país, usando sua arte para defender a liberdade e combater o conservadorismo.

 

Na política, Dilma Rousseff foi a primeira mulher a ocupar a presidência do Brasil. Sua trajetória foi marcada por enfrentamentos desde a juventude, quando combateu a Ditadura Empresarial-Militar e sofreu tortura. Como presidenta, enfrentou ataques misóginos, tornando-se exemplo de resistência feminina na esfera do poder.

 

Na ciência, mulheres brasileiras também abriram caminhos. Bertha Lutz foi pioneira na luta pelo sufrágio feminino e pelo direito das mulheres ao ensino superior. Jaqueline Goes de Jesus demonstrou que a revolução acontece também nos laboratórios, sendo fundamental no sequenciamento genético do coronavírus no Brasil, contribuindo no enfrentamento da pandemia.

 

Das águas e florestas da Amazônia emergem vozes de mulheres que dedicaram suas vidas à preservação do meio ambiente e à defesa dos povos tradicionais. Maria do Espírito Santo, brutalmente assassinada por sua luta contra o desmatamento e a grilagem de terras, tornou-se mártir da resistência ambiental. Maria Auxiliadora, seringueira inspirada em Chico Mendes, dedicou sua vida à defesa das comunidades extrativistas e à sustentabilidade na Amazônia. Já Luana Kumaruara, liderança indígena, segue atuando pelos direitos dos povos originários, pela proteção da biodiversidade e pela valorização do conhecimento ancestral.

 

E que ressoem, com força e dignidade, as vozes das mulheres transgênero e transsexual, que há séculos lutam pelo direito de existir. De Dandara dos Palmares, que enfrentou a escravidão e tombou em combate, a Erika Hilton, primeira deputada trans eleita para o Congresso Nacional, essas mulheres seguem abrindo caminhos e enfrentando preconceitos para garantir um futuro mais justo e inclusivo.

 

A luta feminina não é apenas uma questão de resistência, mas de transformação. Essas mulheres não apenas viveram suas histórias; elas escreveram a história. E essa narrativa segue em construção. Que os direitos das mulheres sejam reconhecidos com equidade de gênero, garantindo voz, oportunidades e respeito. Que as mulheres possam ocupar todos os espaços da sociedade sem medo, sem violência e sem limitações impostas pelo machismo.  Que a força feminina seja transmitida, valorizada e respeitada sempre!

 

*Maria Rosária do Carmo é geóloga, professora do ICE/Ufam e doutoranda em Ensino e História de Ciências da Terra pela Unicamp.







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