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  06/01/2021


Quinze estados ignoram alta da Covid-19 e determinam retorno às aulas



O presidente Jair Bolsonaro e os governos estaduais brasileiros seguem com a política genocida em meio à pandemia da Covid-19. A situação deve ser agravada com a volta às aulas presenciais. Pelo menos quinze estados já anunciaram o retorno no início de 2021. Até o momento, o Brasil ultrapassa a marca de 200 mil mortos e mais 7,7 milhões de contaminados pela doença.

 

Mesmo com a previsão do retorno escolar de forma escalonada (alternância entre a modalidade virtual e presencial), há preocupação devido à expansão da pandemia e sem um plano de vacinação efetivo. Dados das secretarias de saúde do país apontam altos índices de contaminação pelo vírus, que se comparam ao primeiro semestre de 2020, pico da doença. 

 

Em Goiás e no Piauí a previsão de retomada das atividades presenciais será em janeiro. Em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte a volta está prevista para fevereiro. No Acre, Alagoas, Paraíba as aulas presenciais ocorrerão em março.

 

No Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão há previsão de retomada em 2021, mas ainda sem formato. Amapá e Pará ainda não definiram calendário de retorno, mas há indicativo para ocorrer também no início deste ano.

 

No Amazonas, em que o retorno escolar presencial ocorreu em 2020, houve uma explosão de casos e mortes o que mostra que essa medida vai ser de extermínio, sobretudo da população pobre que acessa a rede pública de ensino.

 

As Secretarias de Educação afirmam que irão garantir protocolos de segurança, mas mesmo antes da pandemia as escolas já sofriam com a precariedade, falta de produtos básicos de higiene e salas de aulas superlotadas.

 

O povo brasileiro apontou que é contra o retorno escolar com a pandemia descontrolada. De acordo com pesquisa da Datafolha, feita em dezembro de 2020, duas em cada três pessoas entrevistadas eram favoráveis as escolas fechadas para proteger vidas, o que representa 66% da população.

 

Países europeus, que abriram as escolas após o período mais crítico da pandemia, estão revendo protocolos e fechando novamente, após a explosão de contágios.  É o caso da Alemanha, que anunciou que fechará as escolas até janeiro.

 

População afetada

 

A retomada das aulas atinge estudantes, profissionais da Educação e seus familiares, que com o contato direto estão passíveis de contaminação. Um estudo da Fiocruz estima que a volta às aulas pode expor ao vírus cerca de 9,3 milhões de brasileiros/as, com problemas crônicos de saúde e que pertencem a grupos de risco de Covid-19.

 

De acordo com último Censo Escolar, as escolas públicas têm 37,8 milhões de alunos matriculados nos ensinos fundamental e médio, além dos mais 2,5 milhões de professores que lecionam no país. Pessoas que estarão circulando e sendo expostas ao risco de contaminação e de levar a doença para seu círculo familiar.

 

A Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) desenvolve, desde o ano passado, uma campanha “Escolas fechadas, vidas preservadas” contra a volta às aulas no período da pandemia. A Central reafirma a política pela quarentena geral a todos/as os/as trabalhadores/as e defende ser uma irresponsabilidade e uma política criminosa dos governos expor os estudantes, os docentes e suas famílias.

 

Fontes: CSP-Conlutas e UOL com edição da ADUA



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