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  15/12/2020


Oito em cada dez jovens têm emprego precário, três anos após Reforma Trabalhista



Mais de dois terços (77%) dos jovens brasileiros têm emprego considerado de baixa qualidade, caracterizado por baixo salário, sem seguridade social, alta informalidade e rotatividade. Isso representa que de cada dez jovens, oito encontram-se nessas condições. Em números absolutos, são 7,7 milhões de pessoas em trabalhos precarizados. Na faixa etária entre 25 e 64 anos, o percentual é de 39,6% e, acima de 65 anos, de 27,4%.

 

Os dados são do levantamento feito pela consultoria IDados. A pesquisa foi feita com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE).

 

Segundo o estudo, o emprego dos jovens apresenta precarização em vários aspectos, mas os piores são na renda e estabilidade. Para cerca de 90%, a renda é inferior a seis vezes uma cesta básica (varia de R$ 398 a R$ 539) e 75% têm menos de 36 meses de tempo de trabalho. Ainda conforme o estudo, quase metade dos jovens não contribuem com a Previdência. Além disso, muitos não têm benefícios como plano de saúde ou vale refeição. No total, 32,7% dos jovens não tem carteira assinada.

 

A última pesquisa da PNAD revelou também que a taxa de desemprego entre os jovens foi recorde no terceiro trimestre deste ano, sendo o dobro da média nacional. No período, o desemprego no país atingiu a marca de 14,6%. Entre os jovens na faixa dos 18 a 24 anos, o índice foi de 31,4%.

 

O quadro de precarização total entre os jovens se dá três anos após a aprovação da nefasta Reforma Trabalhista no governo Michel Temer. Com discurso de que seriam gerados empregos, a contrarreforma acabou com vários direitos trabalhistas e permitiu uma flexibilização (precarização) recorde.

 

O contrato de trabalho intermitente, uma das medidas criadas na Reforma Trabalhista, por exemplo, é uma das principais formas de precarização. A modalidade prevê a remuneração apenas das horas ou dias trabalhados, sem considerar o período que o trabalhador fica à disposição da empresa, além de não garantir direitos mínimos.  A constitucionalidade desse tipo de contrato está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Associadas à crise econômica mundial e à pandemia, a Reforma Trabalhista, a lei que liberou as terceirizações e medidas recentes do governo de Bolsonaro e Mourão destruíram o mercado de trabalho, penalizando brutalmente toda uma geração que se vê cada vez mais sem perspectivas.

 

“Bolsonaro e os empresários tem a cara de pau de defender que os trabalhadores devem escolher entre ter empregos ou direitos e agora o que vemos é que as políticas ultraliberais que eles adotaram não garantiram nem uma coisa, nem outra. A precarização se aprofundou de tal forma, que temos um exército de desempregados e trabalhadores precários”, avalia o dirigente da Secretaria Executiva Nacional da Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas), Luiz Carlos Prates, o Mancha.

 

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

 

Fonte: CSP-Conlutas com edição da ADUA



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