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  07/05/2020



Funai ignora corona vírus e critica ‘marxismo’ de Cimi



Enquanto povos indígenas se mobilizam para pedir um auxílio internacional para o suporte no combate ao corona vírus nas aldeias, a Fundação Nacional do Índio (Funai) afirma que o governo Bolsonaro rompeu com “o socialismo” no Brasil quando foi eleito. Esse é o tom de uma nota do órgão nomeada de “Os Fatos” que visa “repudiar” entrevistas do diretor do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) que acusa a Funai de não se mobilizar o suficiente para proteger as populações indígenas neste momento de pandemia.

 

Na nota, a Funai não menciona como tem feito o combate ao corona vírus nas aldeias. Para o órgão, situações de vulnerabilidade dos índios relatadas recentemente, incluindo o medo das ameaças de invasores de terras motivados pelo discurso antidemarcação de Jair Bolsonaro, são decorrentes de políticas “paternalistas” de governos anteriores, incluindo alegados quase 20 anos de “socialismo” no País.

 

“Nestes quase 20 anos de administração socialista no Governo Federal, a política indigenista brasileira restringiu-se ao assistencialismo subserviente e ao paternalismo explícito, com o aplauso, a complacência e a participação de ONGs e grupos religiosos ligados à Teologia da Libertação, de matriz marxista”, escreve a Funai.

 

Denúncias

O Cimi tem denunciado o descaso do governo federal com os povos indígenas. Em entrevista a Deutsche Welle Brasil, o secretário-executivo do Cimi Antônio Eduardo de Oliveira afirmou que, até mesmo as ações iniciais de proibir a circulação de terceiros nos territórios indígenas, partiu da população. “Praticamente, a Funai se ausentou totalmente. A iniciativa de isolar os territórios para conter a Covid-19 foi dos próprios indígenas”, disse.

 

Em outra entrevista, Antônio também afirmou que “o atual governo se instaurou com o propósito de destruir tudo o que havia sido construído pela sociedade civil organizada nos últimos anos”.

 

Repúdio

Em nota, advogados, antropólogos, professores, sociólogos, jornalistas, pesquisadores e outras categorias afirmam que o ataque torpe e sórdido feito pela atual gestão da Funai deriva, sem meias palavras, de uma postura absolutamente contrária aos interesses legítimos dos povos indígenas do Brasil. “Esses interesses, ao contrário do que dizem os governantes de plantão, não estão em jogo. Não podem ser malbaratados por este ou por qualquer outro governo”, afirma o Conselho.

 

A nota afirma, ainda, que “a sordidez, o vilipêndio, deste despropositado ataque da atual administração da Funai a um órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que tem, ao longo de décadas, prestado inestimável aporte à luta dos povos indígenas do Brasil, sem embargo, também dos apoios emprestados à causa indígena em toda América Latina, é algo que certamente deve ser não só repudiado, mas recusado taxativamente como um posicionamento que se põe ao arrepio dos mandamentos constitucionais”. (Confira a nota completa)

 

Infectados

Segundo as últimas atualizações da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), vinculada ao Ministério da Saúde, há 139 infecções confirmados de corona vírus em indígenas no País, além de oito óbitos registrados em decorrência da Covid-19. O órgão também analisa 49 casos suspeitos.

 

Mas, a Sesai só relata mortes em aldeias, e não as de integrantes de tribos que se mudaram para áreas urbanas. Por isso, organizações como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil divulgam, extraoficialmente, pelo menos, 18 mortes confirmadas pelo corona vírus.

 

Foto: Alex Pazuello/Prefeitura de Manaus

Fontes: Carta Capital e Cimi



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