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  23/06/2022


AG define representantes da ADUA no 65º Conad e encaminha construção de mobilizações contra cortes orçamentários



 

Foram definidos os nomes das docentes da Ufam que irão representar a ADUA no 65º Conselho do ANDES-SN (Conad), a ser realizado de 15 a 17 de julho, em Vitória da Conquista (BA). A escolha dos nomes ocorreu durante a Assembleia Geral, na tarde desta quarta-feira (22), no auditório da Seção Sindical. Na reunião, também foram encaminhadas as atividades para a construção da agenda de mobilização contra os cortes no orçamento das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes).

 

Por aclamação, foram escolhidas para representar a ADUA no Conad como delegada (direito a voz e voto), a presidente da Seção Sindical, professora Ana Lúcia Gomes (ICB), e como observadora (direito a voz) a docente Roberta Paredes Valin (Faartes). A 65ª edição do Conad tem como tema “Retorno presencial com condições de trabalho e políticas de permanência para fortalecer a luta por Educação Pública e liberdades democráticas”.  

 

 

 

Em seguida foi discutido o segundo ponto de pauta “Construção da agenda de mobilização contra os cortes no orçamento das Ifes”. Essas atividades irão atender à programação de atividades de mobilização como a Ocupação das Ifes, que serão realizadas nacionalmente de 27 a 29 de junho, e a Semana de Lutas contra os cortes orçamentários, as privatizações e em defesa da educação pública, de 4 a 7 de julho, em Brasília (DF).

 

Para a discussão do tema, foi lida a Pauta Unificada da Educação Federal, protocolada, no último dia 13, no Ministério da Educação (MEC). De acordo com o 1º tesoureiro da ADUA, professor aposentado, Antonio José Vale da Costa (IFCHS), essa é a pauta que irá encaminhar a construção das mobilizações contra o bloqueio no orçamento da Educação. Além do ANDES-SN, assinam a pauta Fasubra, Fenet, UNE e Sinasefe, entidades representativas dos(as) trabalhadores(as) em educação e estudantes das universidades, institutos federais e Cefets.

 

Entre os diversos pontos da pauta estão: reajuste salarial, recomposição inflacionária e correção dos auxílios saúde e alimentação para todos(as) os(as) servidores(as) federais; revogação da Emenda Constitucional (EC) 95; recomposição orçamentária da Saúde, Ciência e Tecnologia e da Educação, incluindo a assistência estudantil e de ações afirmativas (acesso e permanência) dos discentes, além da apuração das denúncias de corrupção no MEC. Leia a pauta completa aqui.

 

Após a leitura da pauta, os e as presentes discutiram sobre a atual conjuntura de constantes e intensos ataques do governo federal à Educação Pública, que tem levado à precarização do trabalho docente e ao sucateamento das instituições de ensino. A presidente da ADUA citou, por exemplo, a recente adesão da UFAM ao Reuni Digital, que prevê a expansão de vagas via Educação a Distância (EaD). Em nota emitida no dia 30 de maio, o ANDES-SN afirmou que o "Reuni Digital intensifica concepção da educação superior como mercadoria".

 

“As universidades estão precarizadas. Os 90% do atual orçamento da UFAM 90% será para pagar a folha. O ‘Future-se’ já está aí, apesar de não ter sido institucionalizado. Precisamos atacar esses problemas trazendo a discussão para o interior das universidades, com reuniões setoriais, e a construção de uma agenda, além da realização de visitas, corpo a corpo, para a construção de um movimento que se consolide numa paralisação futura”, comentou o 1º vice-presidente da ADUA, professor Aldair Oliveira (IFCHS).

 

O professor Tomzé propôs uma reunião com os e as integrante do Conselho de Representantes das Unidades (Crads) para a elaboração de uma agenda de mobilização e, posteriormente, a realização de rodas de conversas com estudantes, técnicos(as) e professores(as). A professora Roberta Valin usou a palavra também para defender a construção de atividades que conciliem política e ações artísticas.

 

 

“Nós precisamos mudar, a partir de discussão com a bases, sobre como chegar às pessoas. Dialogar, se aproximar com estudantes e técnicos. Mudar os métodos de chegar junto com os centros acadêmicos. Não é pontual. É reestruturação generalizada da resistência, da construção da ofensiva, em longo prazo”, comentou o docente Marcelo Seráfico.

 

Como encaminhamento, foi definida a realização de uma Reunião Ampliada para discutir a agenda de atividades de mobilização, na quarta-feira (29), às 10h, no hall do IFCHS, no Setor Norte, do campus universitário, em Manaus.  “Considerando que não seria possível as atividades de Ocupação das Ifes, de 27 a 29 de junho, se propôs fazer uma roda de conversa com atividades artísticas entre 4 a 8 de julho”, explicou a professora Ana Lúcia Gomes.

 

Informes

 

Antes do início da Assembleia, a presidente da ADUA informou sobre os falecimentos da religiosa Helena Augusta Walcott, no dia 13 de junho, que lutou pela população pelo direito à moradia em Manaus, e da professora do Curso de Letras da UFAM, Sebastiana Guedes do Curso de Letras, no dia 15 de junho.

 

A docente também informou sobre as últimas manifestações de rua que a ADUA participou. Entre elas estão o ato contra os cortes na educação, no dia 9, em conjunto com o Sinasefe e Sintesam; o Ocupa Brasília, no dia 14, com 5 mil pessoas; a manifestação na Praça do Congresso, em Manaus, em defesa da Amazônia, no dia 4; os atos por Justiça pelas mortes dos indigenistas Bruno Pereira e Maxciel Pereira e do jornalista Dom Philips, no dia 15, em frente a Funai, e no dia 21, no Centro de Convivência da UFAM.

 

Outro informe foi dado pela 2ª tesoureira da AUDA, professora Elciclei Faria dos Santos (Faced), sobre o lançamento, também na tarde desta quarta, Caderno “Tem Aldeia na Política”, material que apresentar informações para que os povos indígenas participem de maneira mais crítica e consciente do processo eleitoral. A publicação foi elaborada pelo Fórum de Educação Escolar e Saúde Indígena do Amazonas (Foreeia) e pela Frente Amazônica de Mobilização em Defesa dos Direitos Indígenas (Famddi), com o apoio da ADUA.

 

O professor Tomzé informou também sobre a prisão, pela Polícia Federal, na manhã de quarta, do ex-ministro da Educação do governo Bolsonaro, Milton Ribeiro, por participação em esquema para liberação de verba do MEC, inclusive com suspeita de propina em barras de ouro. Além de Ribeiro, outros dois pastores sem cargos públicos, Arilton Moura e Gilmar Santos, também tiveram a prisão decretada.

 

Fonte: ADUA



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