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  21/03/2022


Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial



 

Em 21 de março de 1960, mais de 20 mil negros e negras realizaram um protesto pacífico, em Johanesburgo, na África do Sul, para dar um basta à obrigatoriedade de portarem um cartão contendo os lugares por onde poderiam circular. Apesar da manifestação pelo direito de ir e vir ser pacífica, o exército atacou a multidão covardemente e matou 69 pessoas, ferindo outras 186. Em alusão a essa tragédia, marcada como o massacre de Shaperville, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em 1969, o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. A data se soma à luta pela justiça e contra todas as formas de discriminação.

 

Na  Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Normas de Discriminação Racial da ONUse reconhece o amplo conceito de que discriminação racial significa "qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública”.

 

A luta contra o racismo é urgente e deve ser diária. Há décadas, o mundo vivencia a cruel face da discriminação racial, que ideologicamente oprime homens, mulheres e crianças, desconsiderando a cultura e a história de diferentes povos, impedindo a participação de minorias nas decisões democráticas e dificultando as redes protetivas para as pessoas mais vulneráveis.

 

No Brasil, foi se construindo um racismo estrutural que assola a vida de negros e negras desde a invasão em 1500, alimentado pelo processo de escravidão, até as mais recentes formas de discriminação, como a ocupacional e a privação à educação. Essas formas de preconceito têm avançado nos governos de extrema direita, que ignoram direitos de povos indígenas e do povo negro, os que mais sofrem com problemas de moradia, fome, desemprego e morte.

 

Segundo o Atlas da Violência 2021, pelo menos 77% das vítimas de homicídios no Brasil são negras, sendo que a chance de uma pessoa negra ser assassinada é 2,6 vezes maior do que uma pessoa branca. Grande parte dessa violência recai sobre as mulheres negras, que representam 67% das vítimas, de um total de 50.056 mulheres assassinadas entre 2009 e 2019.

 

Em tempos em que países estão em guerras, o mundo vê ainda a xenofobia aumentar contra os refugiados e as refugiadas, provenientes das guerras que, para além da Ucrânia, atingem a Síria, Somália, Etiópia e Iêmen, a maioria esquecida pela mídia hegemônica.  

 

O 21 de março é um dia luta pela eliminação da discriminação racial e por políticas de reparação para garantir acesso a emprego, educação, saúde, demarcação de territórios indígenas e quilombolas e valorização das culturas.

 

Que saia da garganta o canto pela igualdade, tolerância e respeito às diferenças e à diversidade étnica, realidades sonhadas pelo povo negro e entoadas por Milton Nascimento em "Lágrimas do Sul":

 

 

Reviver

Tudo o que sofreu

Porto de desesperança e lágrima

Dor de solidão

Reza pra teus orixás

Guarda o toque do tambor

Pra saudar tua beleza

Na volta da razão

Pele negra, quente e meiga

Teu corpo e o suor

Para a dança da alegria

E mil asas para voar

Que haverão de vir um dia

E que chegue já, não demore, não

Hora de humanidade, de acordar

Continente e mais

A canção segue a pedir por ti

(a canção segue a pedir por nós)

África, berço de meus pais

Ouço a voz de seu lamento

De multidão

Grade e escravidão

A vergonha dia a dia

E o vento do teu sul

É semente de outra história

Que já se repetiu

A aurora que esperamos

E o homem não sentiu

Que o fim dessa maldade

É o gás que gera o caos

É a marca da loucura

África, em nome de deus

Cala a boca desse mundo

E caminha, até nunca mais

A canção segue a torcer por nós

 

 

Fontes: Declaração ONU, Câmara Legislativa e Atlas da Violência 2021 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

 



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