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  20/04/2021


Ações nos territórios e nas redes marcam o Dia de luta e resistência indígena



O dia de luta dos povos indígenas foi marcado por manifestações nas redes sociais e atos simbólicos presencias em todo o país.

 

Pela manhã deste 19 de abril, segunda-feira, a Articulação dos Povos Indígenas (Apib) e organizações regionais de base, realizaram atos simbólicos na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF).

 

Foram realizadas projeções em São Paulo (SP), Recife (PE), Porto Alegre (RS), Belém (PA) e Brasília (DF). Em Porto Velho (RO) aconteceu um protesto em frente à Justiça Federal cobrando celeridade na investigação do assassinato de Ari Uru Eu Wau Wau.  

 

Também foi comemorado os 32 anos da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), que atua em nove estados da Amazônia (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e mais de 160 povos, sobre as questões de interesses indígena.

 

Neste abril vermelho acontece também o 17º Acampamento Terra Livre (ATL), com objetivo de discutir propostas, buscar soluções e cobrar ações. Por causa da pandemia da Covid-19 a ação acontece pela segunda vez em formato virtual, com uma programação que segue até dia 30 de abril.

 

Abril Indígena

 

O Dia do Índio foi instituído em 1940 no Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México, em 1940. Durante o evento também foi criado o Instituto Indigenista Interamericano, com objetivo de zelar pelos indígenas na América. A data 19 de abril é uma oportunidade para reflexão sobre os valores culturais e preservação da cultura indígena. Atualmente as atividades em alusão a luta e resistência se estende por todo o mês de abril em uma nova roupagem não apenas de celebração, mas de resistência, luta pela sobrevivência indígena e manutenção dos seus direitos.

 

Passando a boiada

 

O atual governo implantou um projeto que é a favor da exploração das terras e se torna uma grande ameaça aos povos indígenas por meio de projetos no Congresso Nacional. Entre as covardes medidas de ataque aos povos originários estão o PL 191/2020, sobre mineração, turismo, pecuária e exploração de recursos hídricos e de hidrocarbonetos, PL 2633/2020, o PL da grilagem, que permite a destinação de terras públicas federais de até 2,5 mil hectares sem licitação com preços abaixo do mercado à invasores das áreas.

 

Indígenas e pandemia  

 

Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), há 52.494 casos confirmados da Covid-19, 163 povos afetados e 1.039 indígenas mortos pela Covid-19. Assim os povos indígenas são um dos grupos mais vulneráveis na pandemia da Covid-19. Nesse sentido as invasões dos territórios indígenas para grilagem e retirada de madeira e mineração ilegal são um dos motivos para o aumento da incidência de casos de Covid-19 nesses povos.

 

Em artigo científico publicado no dia 12 de abril na Revista Frontiers há a denúncia de que o Ministério da Saúde contou em média 103% menos mortes e 14% menos casos de infecção pelo novo coronavírus em relação ao que foi levantado pela Coiab.

 

Um outro problema que agrava a situação é o fato da vacina não alcançar a todo, pois o Plano Nacional de Imunização excluiu cerca de 200 mil pessoas do grupo prioritário.

 

Segundo a Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno, cerca de 20 mil indígenas foram excluídos do grupo prioritário por morarem na zona urbana de Manaus, pois o plano de vacinação não inclui indígenas que não estão aldeados.

 

O que se vê é a que a luta e resistência dos povos indígenas deve se fortalecer para que se possam alcançar os direitos.

 

 

Fonte:  com informações da Coaib, Agência Brasil, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e Mídia Ninja.

 

Leia mais:

Entrevista – A ADUA e a Frente Amazônica de Mobilização em Defesa dos Direitos Indígenas

 

Nota de luta e resistência - Dia nacional de luta dos Povos Indígenas

 

 



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