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Foto de capa: Raphael Alves
Fundada em 28 de outubro de 1979, em meio às mobilizações pela redemocratização do Brasil durante a ditadura empresarial-militar, a ADUA - Seção Sindical do ANDES-SN - completa 47 anos nesta quarta-feira (28), data que também marca o Dia da Servidora Pública e do Servidor Público no Brasil.
Desde sua criação, a entidade tem na defesa da democracia, dos direitos docentes e da educação pública, gratuita, laica e socialmente referenciada suas principais bandeiras.
Em 2026, a celebração dos 47 anos da entidade também é marcada pela mobilização nas ruas, nas redes e nas urnas, com a participação de diversos setores sociais e o protagonismo de milhares de estudantes. Nessa conjuntura, a ADUA reafirma seu compromisso com a democracia e com a luta para barrar o avanço da extrema direita no país. A luta continua!
Em sua história de atuação, destaca-se que a composição de sua Diretoria Provisória, formada por Edinéia Mascarenhas Dias (ICHL), José Henrique Mesquita (ICE), José Odair Pereira (ICB), Marcus Luiz Barros (Medicina), Marilene da Silva Ribeiro (ICHL), Osvaldo Gomes Coelho (ICHL) e Randolpho de Souza Bittencourt (FES).
Já em 30 de abril de 1980, foi realizada a eleição da primeira Diretoria da ADUA, composta por Randolpho de Souza Bittencourt (FES), Marcus Barros (FCS), Marilene Corrêa (ICHL), Oswaldo Coelho (ICHL), Edinéia Mascarenhas (ICHL), Maria Lúcia Belém Pinheiro (ICE) e Frederico Durães.
Ainda em 1980, a ADUA organizou o I Encontro de Professores Universitários do Amazonas, realizado nos dias 11, 12 e 13 de junho. Em novembro daquele ano, nos dias 5 e 6, a entidade participou da mobilização nacional de docentes, com uma paralisação de 48 horas em defesa do reajuste salarial, do encaminhamento imediato do projeto de reestruturação da carreira do magistério e de mais verbas para a educação.
Outro marco da trajetória da ADUA é a aprovação da Carta de Princípios, em 1983, organizada em cinco pontos, que estabeleceu diretrizes para a atuação sindical. Entre elas, destaca-se a luta pela transformação da então Universidade do Amazonas (UA) em uma universidade democrática, popular e amazônica.
Na década de 1990, já como Seção Sindical do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), a ADUA fortalece a sua atuação na representatividade e na defesa das professoras e dos professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com autonomia política, administrativa e financeira, conforme previsto em seu regimento e no estatuto do sindicato nacional.
A história segue em construção!
Ser ADUA é reconhecer o papel da universidade pública na produção científica brasileira, fortalecer as políticas afirmativas e de permanência estudantil e defender os direitos docentes, a estabilidade, a autonomia universitária e a liberdade de ensinar e pesquisar.
É afirmar que a educação não é mercadoria, combater todas as formas de violência, respeitar a diversidade e defender os direitos garantidos pela Constituição Federal.
É construir um país mais justo por meio da mobilização popular.
Nesses 47 anos de resistência, a ADUA somos nós!
Só a luta muda a vida!


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Fonte: ADUA
Fotos: Acervo ADUA
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