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Representantes da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (ADUA), do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) e do movimento estudantil protocolaram, na terça-feira (20 de outubro), um pedido de apuração por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Fernando Menezes (Republicanos), na Câmara Municipal de Parintins. As entidades pedem retratação pública na tribuna do Legislativo municipal e a abertura de procedimento de apuração sobre declarações em que o parlamentar acusa docentes de doutrinação e incitação à violência, gerando repúdio da categoria.
“Quem pensa o contrário eles [professores] odeiam, eles querem matar, eles ridicularizam”, afirmou o vereador Fernando Menezes durante sessão na Câmara.
Para a 1ª Secretária da ADUA e docente do campus da UFAM em Parintins), professora Valmiene Florindo, a fala do parlamentar representa um ataque à liberdade de manifestação e ao pensamento crítico no contexto eleitoral. “A gente nunca imaginou que a Câmara Municipal e seus representantes pudessem atacar tão diretamente, de forma vil, a nossa função de educador e de sensibilizador da população através da educação”, declarou a professora ao portal Radar News Amazonas.
O dirigente do Sinteam, professor João Batista, destacou que o vereador utiliza a tribuna para “espalhar mentiras”, acusando docentes de doutrinação e de incitação à violência.

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O documento protocolado com pedido de apuração, responsabilização e retração pública por suposta quebra de decoro parlamentar foi encaminhado à Presidência da Câmara Municipal de Parintins, à Comissão de Educação e Desporto e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar.
Segundo as entidades que assinam o documento, as declarações desqualificam o trabalho de professoras(es), pesquisadoras(es) e estudantes, além de desmerecerem a relevância das universidades públicas para o desenvolvimento educacional, científico, cultural e social da região.
“A crítica às instituições públicas é legítima no debate democrático. Entretanto, acusações generalizadas devem ser acompanhadas de fundamentos e tratadas com responsabilidade, especialmente quando proferidas por representantes eleitos”, cita um trecho do documento.
As entidades fundamentam o texto nos artigos 206 da Constituição Federal, que garante a liberdade de aprender, ensinar e pesquisar, e 207, que assegura a autonomia didático-científica e administrativa das universidades. O texto reforça ainda o papel fundamental da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) no interior do estado.
“Respeitar os professores é respeitar a educação. Respeitar os estudantes é respeitar o futuro. Respeitar as universidades públicas é respeitar o conhecimento e o desenvolvimento de Parintins”, defendem as entidades.
Fontes: ADUA com informações de Radar News Amazonas
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