
A ADUA assinou, nesta terça-feira (20), a carta pública “Cientistas brasileiros se manifestam em defesa da democracia e do futuro do Brasil”. O documento reúne pesquisadores(as), docentes, estudantes e técnicos(as) em defesa da democracia, da soberania nacional e do sistema público de educação, ciência e tecnologia. A iniciativa atende à orientação do ANDES-Sindicato Nacional e ocorre na semana decisiva do segundo turno das eleições presidenciais.
“Defendemos a Constituição de 1988: o pacto que assegura eleições livres, imprensa sem censura, autonomia universitária, direito de greve, educação, Sistema Único de Saúde e limites ao poder de quem governa. Nenhuma dessas conquistas caiu do céu — cada uma tem uma história, resulta de lutas concretas e foi construída com mobilização e resistência. Por isso nenhum grupo, partido ou família é dono da nação, nem pode monopolizar valores como pátria, família, liberdade e fé, que pertencem a milhões de brasileiros honestos e trabalhadores”, destaca um trecho da carta.
A carta foi construída em conjunto por entidades científicas, educacionais e sindicais, dentre elas: Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Academia Brasileira de Ciências (ABC), Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES), Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF), União Nacional dos Estudantes (UNE), União dos Estudantes do Brasil (UNES), Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA Sindical).
O texto alerta para os riscos do autoritarismo e critica os ataques às universidades, à produção científica e às instituições democráticas. São relembrados episódios ocorridos durante a gestão de Jair Bolsonaro (2019-2022), como a desqualificação de dados científicos sobre o desmatamento, a promoção de tratamentos sem eficácia comprovada durante a pandemia de COVID-19, os cortes e bloqueios de recursos para a educação e a ciência, além dos ataques à credibilidade das urnas eletrônicas. O documento menciona, ainda, os atos extremistas de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.
Ao reafirmar o compromisso com a Carta Magna, com eleições livres, com a integridade das urnas, com a liberdade de ensinar e pesquisar, o manifesto posiciona-se em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.
“Esse posicionamento expressa uma escolha política coletiva de seus signatários, sem significar adesão irrestrita a um governo ou renúncia ao direito de crítica. Nosso compromisso permanece sendo com a democracia, com a população brasileira e com o futuro do país”, pondera a carta, convocando docentes, pesquisadores(as) e técnicos-administrativos em educação (TAEs) a assinarem o documento.
“Uma assinatura é um gesto; milhares de vozes tecem uma manhã e o Brasil não pode desistir de pensar por si, decidir por si e construir o próprio futuro”, conclui o chamado.
A orientação é que o documento seja subscrito pelas seções sindicais do ANDES-SN e por docentes de sua base.
Professor(a), pesquisador(a) e TAE, fortaleça esse movimento! Assine o documento e ajude a defender o futuro do nosso país.
Acesse a carta na íntegra e registrar sua assinatura aqui!
Fontes: ADUA com informações do ANDES-SN
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