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  09/09/2026


Comissão do Senado aprova adicional fronteira para docentes federais; Texto vai à Câmara



 

 

 

A inclusão de docentes e Técnico-administrativas(os) em Educação (TAEs) das instituições federais de ensino entre as categorias beneficiadas pelo adicional de fronteira foi aprovada no dia 1º de setembro pela comissão mista do Senado que analisa a Medida Provisória (MP) 1.375/2026. O texto amplia o alcance da indenização e inclui municípios da Amazônia Legal entre as localidades consideradas estratégicas. A matéria seguiu para votação na Câmara dos Deputados.

 

A medida é uma reivindicação defendida pelo ANDES-SN e busca contribuir para a atração e a permanência de servidoras(es) federais em regiões de fronteira e de difícil fixação de profissionais. Segundo o 3º secretário do ANDES-SN e integrante do Grupo de Trabalho de Política Educacional (GTPE), Jacob Paiva, a atuação das entidades sindicais foi fundamental para a ampliação do alcance da medida. “Também ficou evidente a participação muito ativa dos sindicatos para que essa ampliação do benefício avançasse e obtivesse consenso na comissão”, afirmou.

 

Para o Sindicato Nacional, a inclusão do Magistério Federal representa um avanço importante diante das dificuldades enfrentadas por docentes que atuam em regiões de fronteira e na Amazônia Legal. “No entanto, não foi contemplada a deliberação do ANDES-SN que propunha a inclusão do semiárido nordestino entre as áreas abrangidas pelo benefício”, destacou o diretor do ANDES-SN.

 

Amazônia Legal

 

Uma das principais mudanças aprovadas pela comissão é a possibilidade de que municípios da Amazônia Legal sejam classificados como localidades estratégicas mesmo quando não estiverem situados na faixa de fronteira. Para definir as localidades, serão considerados critérios como a localização em região de fronteira ou na Amazônia Legal e a dificuldade de fixação de servidoras(es). A lista dos municípios será elaborada e divulgada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

 

A inclusão da Amazônia Legal é especialmente relevante para instituições federais de ensino localizadas em áreas que enfrentam dificuldades para atrair e manter profissionais. Com a aprovação do texto, docentes e técnicas(os) que estejam em exercício em unidades situadas nos municípios considerados estratégicos poderão receber a indenização.

 

O texto estabelece ainda que não poderá haver tratamento diferenciado entre órgãos ou entidades localizados em uma mesma cidade e dispensa a comprovação individual de atuação direta, permanente ou ostensiva em atividades de campo, fiscalização externa ou repressão.

 

Valor da indenização

 

O Projeto de Lei de Conversão (PLV) apresentado pelo relator, senador Eduardo Gomes (PL-TO), ampliou o número de carreiras contempladas e elevou o valor da indenização. A MP enviada pelo governo federal previa o pagamento de R$ 91 por dia de efetivo trabalho. Pelo texto aprovado na comissão, o valor passa para R$ 191. O novo valor terá efeitos financeiros a partir de 1º de janeiro de 2027 e poderá ser corrigido periodicamente pelo Poder Executivo.

 

A indenização poderá ser acumulada com diárias, mas não com outro adicional de mesma natureza. O PLV também prevê o pagamento em determinadas situações de deslocamento, operações, missões e atividades temporárias realizadas em localidades estratégicas.

 

Ex-territórios 

 

O PLV também altera regras para servidoras(es) dos antigos territórios federais. Técnicas(os) em Educação do Amapá, de Roraima e de Rondônia poderão ser enquadrados na carreira das servidoras(es) TAEs. 

 

O texto amplia ainda as possibilidades de enquadramento de pessoas que comprovem determinados vínculos com a Administração Pública dos antigos territórios, dos estados e dos municípios do Amapá e de Roraima, além de empresas públicas e sociedades de economia mista, desde que cumpridos os requisitos previstos em lei. 

 

Tramitação

 

Após a aprovação na comissão mista, a proposta precisa ser analisada pela Câmara dos Deputados. Ao final da votação, o presidente da sessão destacou a responsabilidade do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, de acompanhar a tramitação da matéria e contribuir para que ela avance até a sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Para o diretor da ANDES-SN, Jacob Paiva, a aprovação na comissão representa um passo importante e a entidade seguirá acompanhando a tramitação da proposta para garantir a manutenção da inclusão do Magistério Federal e a efetivação do benefício para docentes que atuam nas localidades contempladas.

 

Fontes: com informações do ANDES-SN e da Agência Senado

 

Foto: Jonas Pereira/Agência Senado 



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