
Neste 25 de julho é celebrado internacionalmente a luta e a resistência das mulheres negras, latino-americanas e caribenhas. No Brasil, a data também marca a homenagem a Tereza de Benguela, liderança negra que comandou o Quilombo do Quariterê, no Mato Grosso.
A mobilização do Julho das Pretas exalta a memória, a resistência e a ancestralidade das mulheres negras em todo o país. A ADUA soma-se a essa pauta, reafirmando seu posicionamento contra todas as formas de opressão e na defesa intransigente de seus direitos.
"O movimento docente da UFAM reafirma seu compromisso histórico com a luta antirracista e com a defesa de uma educação pública verdadeiramente inclusiva. Celebrar o legado de Tereza de Benguela é reconhecer a força de mulheres que, historicamente, constroem caminhos de emancipação. Dentro da universidade, essa luta se traduz na urgência de valorizarmos a produção intelectual de professoras, pesquisadoras, técnicas-administrativas, estudantes negras e demais trabalhadoras que movem nossa instituição” afirma a professora Iolete Ribeiro (Fapsi), coordenadora do Grupo de Trabalho Políticas de Classe para as Questões Étnico-Raciais, de Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS) da ADUA.
A docente reforça também que no território amazônico, a construção do saber exige um olhar interseccional e contracolonial. “Não existe excelência acadêmica sem justiça social, e é necessário consolidar as políticas afirmativas, garantindo que a universidade reflita a diversidade do nosso povo", enfatiza.
Em 2026, com o lema oficial “Seguimos em Marcha por Reparação e Bem Viver'” as mulheres negras e latino-americanas colocam no centro do debate três pilares inegociáveis: memória, território e futuro.
"Nós resistimos na força histórica de personagens como Dandara dos Palmares, Tereza de Benguela e tantas outras companheiras que nos antecederam e pavimentaram o caminho. Disputar o futuro exige reparar o passado e proteger os nossos territórios. Exige garantir que o Bem Viver não seja privilégio de poucos", destaca a 2ª vice-presidente do ANDES-SN, Letícia Carolina.
Enquanto houver racismo, haverá luta.
Que o Bem Viver seja um direito garantido para todas!
Fontes: ADUA com informações do ANDES-SN
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