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Na madrugada do dia 28 de julho deste ano, o Movimento de Mulheres Olga Benário/Amazonas realizou a ocupação de um terreno, na zona sul de Manaus, destinado à construção da Casa da Mulher Brasileira, com o objetivo de denunciar a paralisação das obras, iniciadas em maio de 2024.
A ADUA manifestou apoio à primeira ocupação de mulheres da cidade “Dora Priante”, organizada pela Rede de Acolhimento Manuella Otto. Com investimento do governo federal de quase R$ 13 milhões, o espaço deveria ter sido construído para acolher mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
A Casa da Mulher Brasileira em Manaus seria a primeira do Amazonas. No Brasil, há unidades da Casa da Mulher Brasileira em São Paulo (SP), Brasília (DF), Salvador (BA), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), São Luís (MA) e Boa Vista (RR).
De janeiro a maio deste ano, nove mulheres foram vítimas de feminicídio no Amazonas, e 8 mil pedidos de medidas protetivas foram registrados no Estado, conforme dados da Polícia Civil e do Instituto Médico Legal (IML). Há que se considerar as subnotificações. No Brasil, foram contabilizados 1.568 feminicídios em 2025, um aumento de 4,7% em relação ao período anterior, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Nesta quinta-feira (23 de julho), a ADUA – Seção Sindical do ANDES-SN publicou uma nota de apoio e solidariedade Ocupação “Dora Priante”, em que afirma que “toda forma de violência deve ser repudiada. A política existe para que não cedamos à violência como forma de resolver conflitos. Quando a violência é perpetrada por homens contra mulheres, torna-se imprescindível um posicionamento firme e categórico de repúdio”.
Leia a nota na íntegra abaixo:
NOTA DE APOIO E SOLIDARIEDADE DA ADUA À OCUPAÇÃO “DORA PRIANTE”
A ADUA, Seção Sindical do ANDES-SN, vem manifestar apoio e solidariedade à Ocupação “Dora Priante”, iniciativa do Movimento de Mulheres Olga Benário do Amazonas, que reivindica a conclusão das obras da Casa da Mulher Brasileira em Manaus, espaço público destinado a prestar suporte a mulheres em situação de violência.
Toda forma de violência deve ser repudiada. A política existe para que não cedamos à violência como forma de resolver conflitos. Quando a violência é perpetrada por homens contra mulheres, torna-se imprescindível um posicionamento firme e categórico de repúdio.
O ANDES-SN e suas seções sindicais vêm denunciando diversas formas de opressão, com especial atenção às que atingem a população feminina. O apoio sindical é fundamental para garantir voz às vítimas, ampliar a rede de proteção, promover a divulgação de informações corretas e contribuir para que mais mulheres conheçam seus direitos e tenham acesso aos canais de atendimento disponíveis.
Apoiar ações como essa, denunciar agressões contra mulheres, acolher e amparar as vítimas e exigir do Estado uma postura efetiva diante de tanto descaso, não é apenas necessário, constitui para nós, da ADUA, urgência e compromisso político, porque onde há luta pela afirmação de direitos estaremos juntas e juntos.
Casa da Mulher Brasileira em Manaus, já!
Mulheres vivas!
Manaus (AM), 23 de julho de 2026
Diretoria da ADUA (Biênio 2024-2026)
Faça o download da nota aqui.
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