
Já está disponível para leitura a Carta de São Luís, documento que sintetiza os debates e as deliberações do 69º Conselho do ANDES-SN (Conad), realizado de 3 a 5 de julho de 2026, em São Luís (MA). As moções aprovadas no encontro também foram publicadas. Os documentos foram disponibilizados pelo ANDES-SN na quarta-feira (15) e na quinta-feira (16).
O encontro irá abordou os seguintes Temas: I) Atualização do Debate sobre Conjuntura e Movimento Docente; II) Atualização dos Planos de Lutas dos Setores e Plano Geral de Lutas; e III) Questões Organizativas e Financeiras.
A ADUA foi representada no encontro pela presidente, Ana Lúcia Gomes, como delegada, e por Patrícia dos Santos Trindade (ICSEZ), Ida de Fátima de Castro (FEFF), Fabiano Merlotti (IEAA) e pelo 2º vice-presidente da ADUA, José Alcimar de Oliveira, como observadoras(es).
Carta de São Luís
Com o tema central "Guarnicê a luta pela educação pública na Terra da Balaiada: contra o imperialismo e a extrema direita", o 69º Conad do ANDES-SN teve início com uma mesa de saudação composta por diversos movimentos sociais e sindicais. Os participantes alertaram para a conjuntura de avanço da extrema direita e do capital, que ameaça direitos conquistados historicamente pela classe trabalhadora.
“No Brasil, essa conjuntura de crise do capital e avanço global da direita e da extrema direita, nos desafia a atuarmos com firmeza para impedir esse avanço nas ruas e nas urnas. Torna-se necessário avançar nas mobilizações sociais contra os ataques fascistas, contra a política de austeridade que leva a cortes orçamentários na saúde, na educação e em tantas outras políticas públicas fundamentais, como moradia e reforma agrária, que paulatinamente estão sendo reduzidas. Ainda é imprescindível continuar na luta pela garantia dos direitos da classe trabalhadora e ampliar a pressão para a aprovação do fim da escala 6x1, com redução da jornada para 30 horas, sem redução salarial!”, afirma trecho da Carta.
Leia aqui a Carta de São Luís na íntegra.
Moções
Durante o encontro, foram aprovadas 17 moções que consolidam as principais frentes de mobilização do sindicato. No campo educacional, o ANDES-SN manifestou repúdio à regulamentação do homeschooling (ensino domiciliar) e à aprovação do PL 4.088/2023, que fragiliza o ensino das disciplinas de Filosofia e Sociologia na Educação Básica. Por outro lado, o sindicato declarou apoio irrestrito à aplicação do piso salarial da categoria, defendendo a valorização das carreiras do magistério público.
O sindicato também se posicionou sobre temas que impactam toda a classe trabalhadora brasileira, como a aprovação de uma moção de repúdio que critica a lentidão na tramitação da PEC que prevê a extinção da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada semanal.
Esse conjunto de deliberações reafirma o compromisso do ANDES-SN com a qualidade do ensino público e luta pela garantia de direitos sociais.
Acesse aqui o documento completo com as moções.
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