Crédito: Sue Anne Cursino/ Ascom ADUA
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Sue Anne Cursino
A ADUA marcou presença nas ruas do Centro de Manaus no 1º de Maio – Dia da Classe Trabalhadora, reafirmando seu caráter classista, sua histórica solidariedade e o compromisso militante com cada companheira e companheiro, da cidade e do campo.
O mote “Trabalhador e trabalhadora, presta atenção: a escala 6x1 só é boa para o patrão!” impulsionou a manifestação em defesa da vida para além do trabalho.
A força docente esteve ao lado de movimentos sociais, sindicais, estudantis, da juventude, da luta por moradia e do enfrentamento ao feminicídio. Com faixas erguidas, docentes ecoaram a defesa da valorização da carreira e dos direitos de quem sustenta esse país com seu trabalho, dizendo também não à Reforma Administrativa que precariza os serviços públicos.
Cartazes destacavam as mensagens em defesa da redução da jornada de trabalho: “ser a favor da família é ser contra a escala 6x1”; “Mais um dia com seu filho” e “Trabalhar para viver. E não viver para trabalhar”.
É preciso lutar contra retrocessos. Cada direito conquistado foi fruto de muita luta. Defender a educação pública, o SUS, o transporte digno, universidades com orçamento adequado e o direito à aposentadoria é defender o futuro.
Em seu discurso, a presidente da ADUA, Ana Lúcia Gomes, reforçou que o ato do 1º de Maio, realizado em todo o país, é um chamado por respeito aos trabalhadores e às trabalhadoras. “Temos muitas demandas, estamos fazendo a luta frente ao governo e a qualquer instância necessária. Precisamos estar unidos para fazer valer nossas pautas. Nós estamos na defesa dos interesses das minorias, das mulheres, contra o racismo, contra o LGBTfobismo, contra o anticapacitismo. Nós estamos aqui com uma pauta muito importante, que é defender que existe vida além do trabalho. Somos nós que colocamos esse país para funcionar e nós merecemos respeito. Precisamos mostrar para os nossos representantes no governo, no Senado, na Câmara, onde for necessário, que a escala 6x1 é uma escala que nos tira muita capacidade de viver”.
Em nota pública, a ADUA afirmou que o 1º de maio de 2026 é um “dia de reafirmação dos direitos fundamentais de cada trabalhadora e de cada trabalhador, no Brasil e no mundo. Dia de reafirmação do trabalho como princípio ontológico e educativo do povo trabalhador. Dia de reafirmação de que o método da luta de classes é condição necessária e única para a organização e a formação da consciência de classe do povo trabalhador. As primeiras três décadas do século XXI escancaram a verdade que se impõe à consciência coletiva: não existe capitalismo sustentável, humanitário, promotor de justiça social”.
A proposta de redução da jornada de trabalho, de 44 horas para 40 horas, com cinco dias de trabalho e dois dias de folga, está em discussão no Congresso Nacional. Se aprovado, haverá um período de transição de um ano para a redução da carga horária; já o período de dois dias de folga por semana passará a valer 60 dias após a promulgação.
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