.jpeg)
Na tarde do dia 1º de abril, docentes do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ/Ufam) reuniram-se no Laboratório de Serviço Social para uma atividade de socialização das informações sobre a participação da delegada Maria Audirene Cordeiro no 44º Congresso do ANDES-SN, realizado de 2 a 6 de março, em Salvador (BA).
Segundo Maria Audirene, o Sindicato NAcional possui um papel formativo fundamental: “Um dos maiores orgulhos do nosso sindicato é ser um sindicato de base, fruto de uma construção histórica de metodologias que visam problematizar, discutir, deliberar e aprofundar questões que, muitas vezes, ainda não estão suficientemente debatidas nas nossas relações de trabalho, nos espaços de poder que ocupamos, nas disciplinas que ministramos e nos cursos que desenvolvemos. O sindicato é pedagogicamente importante porque nos ensina não só a construir relações sindicais, mas, sobretudo, a problematizar tensões sociais”, afirmou a docente.
A docente destacou que foi um momento de grande responsabilidade. “Estamos nesses espaços não só para aprender, mas também para ensinar e, sobretudo, para observar, acumular e voltar para a base trazendo informações apropriadas, aprofundadas e sindicalmente deliberadas, para que todos possam tomar ciência dos grandes temas que nosso sindicato discute".
Outro ponto abordado foi o contexto de realização do congresso, ocorrido na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em uma instituição cuja seção sindical está vinculada ao Proifes, o que, segundo a docente, evidencia a resistência de grupos de professores e professoras frente à precarização das universidades e à disputa por esses espaços. Ela também destacou que o congresso tratou de temas relevantes da conjuntura nacional, reafirmou a necessidade de luta contra a reforma tributária e administrativa, além de definir encaminhamentos para grupos de trabalho voltados a questões como gênero, racismo, acessibilidade e diversidade, ou seja, de pautas que vão além das reivindicações sindicais, como carreira e salário.
Entre outros pontos, o Plano Geral de Lutas no congresso incorporou resoluções aprovadas nos grupos de trabalho, entre elas propostas do GT de Multicampia e Fronteira, voltadas à melhoria das condições de trabalho em regiões de difícil acesso. Entre as medidas aprovadas estão a defesa da implementação do adicional de atividade penosa (mínimo de 20% do vencimento básico) para docentes em zonas de fronteira, na Amazônia Legal e no Semiárido nordestino, além da criação de uma Indenização Educacional de Fronteira.
Essa pauta de luta nas universidades multicampi foi um dos destaques do relato da professora. “Com muita alegria, destaco a vitória histórica da luta da multicampia pelo adicional de penosidade, uma reivindicação construída ao longo de anos. No Grupo de Trabalho nacional de Multicampia, essa pauta foi consolidada a partir de propostas que resultaram no Texto de Resolução (TR) 41, aprovado integralmente nos grupos mistos”, explicou.
A docente ressaltou que a conquista representa um avanço importante: “A vitória foi muito significativa, pois o adicional de penosidade passará a integrar a pauta de negociação do ANDES-SN com o governo federal. Esperamos que essa conquista fortaleça ainda mais a posição da multicampia no sindicato e, sobretudo, assegure que as vozes do interior da Amazônia, do Centro-Oeste e do semiárido, que são regiões onde estão as universidades multicampi mais vulneráveis. Essa vitória é importante, mas é apenas o começo. Precisamos garantir que esse adicional se concretize nas nossas remunerações”.
A 1ª secretária da ADUA, professora Valmiene Florindo, também docente do ICSEZ, ressaltou a importância do momento de devolutiva para a atualização e o fortalecimento da base sindical. Em nome da diretoria, agradeceu a presença dos(as) docentes e a disponibilidade da professora Audirene em representar a entidade no congresso e compartilhar as discussões com os(as) colegas.
A 44ª edição do Congresso do ANDES-SN reuniu mais de 600 docentes de todo o país. A ADUA participou com uma delegação composta por 12 docentes dos campi da Ufam em Manaus, Benjamin Constant, Parintins e Humaitá, representando diferentes realidades e os desafios enfrentados por quem constrói a universidade pública no Amazonas.
Participaram como delegados(as) Ana Lúcia Gomes (ICB), Maria Audirene Cordeiro (ICSEZ), Edilanê Mendes (INC), Katia Vallina (aposentada), Karime Mendes (ICE), José Alcimar de Oliveira (IFCHS), Aldair Andrade (IFCHS) e Tomzé Costa (aposentado).
Como observadora participou Angela Maria Gonçalves (IEAA). Também acompanharam o congresso como observadores os docentes Raphael Di Carlo (ICE), Pedro Fernandes (IFCHS) e Raimundo Nonato (IFCHS).
Leia também
ANDES-SN divulga Carta de Salvador e moções aprovadas no 44º Congresso
44º Congresso do ANDES-SN aprova resoluções que fortalecem a luta
|