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  07/04/2026


ATL 2026: Marcha denuncia projetos legislativos que atacam direitos indígenas



Foto: Coiab/ Divulgação 

 

Realizada de 5 a 11 de abril, o Acampamento Terra Livre (ATL) de 2026 reúne milhares de indígenas que constroem coletivamente um espaço de articulação e incidência política, onde se manifestam em defesa dos direitos territoriais, das políticas públicas e em resposta às ameaças aos territórios e aos modos de vida tradicionais.

 

Para denunciar propostas legislativas que atacam os direitos indígenas, a programação do terceiro dia do ATL foi marcada pela marcha “Congresso inimigo dos povos: nosso futuro não está à venda”, que percorreu a Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional, em Brasília (DF), na manhã da terça-feira (7). Na quinta-feira (9), às 14h, ocorre a marcha “Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida”.

 

Entre as principais ameaças em tramitação no Congresso estão: a PEC 48/2023 (Marco Temporal); projetos de decreto legislativo (PDLs) contra demarcações; o grupo de trabalho que elabora proposta para regulamentar a exploração mineral em terras indígenas; e o PL 6050/2023 (Exploração Econômica), que propõe a abertura das Terras Indígenas (TIs) para agricultura comercial, mineração e geração de energia.

 

Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) o 22º tem como tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, reunindo indígenas de diversas regiões do país em marchas, assembleias, debates e manifestações culturais.

 

Foto: Coaib/ Divulgação 

 

O ANDES-SN apoia o ATL anualmente, reafirmando compromisso histórico com a luta dos povos indígenas. 

 

Danielle Gonzaga, do povo Munduruku, coordenadora da Juventude Munduruku do Amazonas (Jumam), sindicalizada à ADUA e diretora do Departamento de Políticas Afirmativas da Pró-Reitoria de Extensão da UFAM, está presente no ATL e comentou sobre a realização desta grande mobilização em um contexto em que avançam propostas que buscam restringir direitos constitucionais. “O ATL, este ano, vem territorializando e dizendo que o nosso futuro não está à venda, porque a resposta somos nós. Essa é a maior mobilização indígena do país. Estando nesse Acampamento Terra Livre, nós temos a oportunidade de conhecer diferentes povos, de entender a pluridiversidade e de fazer uma presença uma territorialidade. A Jumam se faz presente nesse acampamento trazendo a demanda não apenas da juventude, mas pensando na perspectiva da educação escolar indígena e do território. Durante esses dias, nós estaremos juntos construindo a nossa pauta e dizendo que a resposta somos nós. Nós, enquanto Ufam, o Departamento de Políticas Afirmativas também estamos aqui juntos nesse debate construindo para uma nova perspectiva de universidade”, afirma.  

 

Foto: Danielle Gonzaga/ Acervo pessoal 

 

Acesse a programação completa da maior mobilização indígena do país. 

 

Carta do ATL

 

Na segunda-feira (6), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil enviou uma carta aos Três Poderes e ao povo brasileiro, destacando avanços e conquistas da luta indígena.

 

O documento é assinado pela Apib em conjunto com organizações regionais de base, reafirmando a força do ATL desde sua primeira edição, em 2004.

 

“Nossa mobilização também já transforma a realidade do país. A presença indígena nos espaços institucionais avançou como resultado direto da nossa luta. Pela primeira vez, o Brasil conta com um Ministério dos Povos Indígenas, e diversas lideranças passaram a ocupar espaços no alto escalão da gestão pública voltada aos povos indígenas, tanto no Governo Federal quanto em governos estaduais. Reforçamos também a atuação corajosa de nossas parlamentares indígenas no Congresso Nacional, também de representantes indígenas nas assembleias estaduais e nas câmaras municipais em todo o país, enfrentando diretamente propostas anti-indígenas nesses espaços e apresentando iniciativas que fortalecem a luta dos nossos povos”, afirma trecho da carta.

 

O documento também destaca que os crimes cometidos contra os territórios estão na base das crises que atingem o planeta e a humanidade.  “Afirmamos que não aceitaremos a destruição apresentada como desenvolvimento sustentável ou economia verde. E a chamada transição energética não pode servir como novo nome para uma política neocolonial que perpetua o genocídio indígena e o ecocídio em nossos territórios e vidas”.

 

Foto: Hugo Barreto/ Metrópoles

 

Fontes: Brasil de Fato, Apib e ANDES-SN 



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